O 1º site político de Mato Grosso do Sul   |   24 de Maio de 2017
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Willams Araújo
Profissão perigo

Em tempos de Lava-Jato, virar ex-governador se transformou em alto risco. Os casos mais recentes vêm de Brasília, onde dois deles foram parar atrás das grades sob acusação de terem recebido propina em obras de estádio. No vizinho Mato Grosso, outro que ocupou o cobiçado cargo também passou a ter a prisão como sua segunda casa depois que descobriram suas supostas falcatruas. Por aqui a coisa se assemelha, mas com uma pequena diferença: um deles tem os pés em dois barcos furados.

Encruzilhada

A bancada petista está louca para que a Assembleia Legislativa investigue o governador Reinaldo Azambuja (PSSDB) sobre as acusações feitas por um dos executivos JBS na delação premiada negociada com a procuradoria-geral da República. Entretanto, Zeca do PT, hoje deputado federal, é um dos alvos dessa mesma delação quando ocupou a chefia do Poder Executivo de MS. Essa situação derruba por terra o discurso dos parlamentares, sem rumo desde o impeachment de Dilma.

Barulho

Não estranhem o fato de alguns políticos promoverem um barulho danado em cima desse fato. Os objetivos são sempre os mesmos: holofotes e autopromoção. É bom lembrar, no entanto, que quem faz isso com esse propósito sempre caba sendo visto como aproveitador e pode se dar mal lá na frente. Quem tem mandato, principalmente os de primeira viagem, precisam mostrar primeiro a que vieram. Fiscalizar o Executivo e elaborar bons projetos é o princípio de tudo.

Sem competência

Apesar de a competência ser do STJ (Superior Tribunal de Justiça), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul decidiu criar uma comissão especial a fim de apurar as acusações do delator do Grupo JBS, Wesley Batista, envolvendo o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). É que o STF decidiu no último dia 4, por 9 votos a 1, derrubar a exigência de licença prévia das assembleias legislativas para a eventual abertura de ações penais contra governadores.

Só o STJ

Com a decisão do STF, somente bastará ao STJ – instância responsável por julgar governadores por crimes – a aceitação de eventual denúncia do Ministério Público para tornar os governadores réus. Caberá também ao STJ, no ato de recebimento da denúncia ou ao longo do processo – avaliar se afasta ou não o governador, dependendo da gravidade do crime e do risco de prejuízo às investigações ou possibilidade de ocorrência de novos crimes.

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