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Telhado de vidro |
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Poucos, mas poucos mesmo foram aqueles que se atreveram a comentar a prisão do prefeito Ari Artuzi (PDT) e seus comparsas, acusados de integrarem uma quadrilha que sangrava os cofres da prefeitura de Dourados até a última cota. É que a maioria tem ligação com os vereadores envolvidos na maracutáia e, por medida de cautela, é melhor ficar calado. Isso, é claro, com raríssimas exceções. |
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Língua preta |
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Dizem que, em conversa reservada com seu o advogado Carlos Marques, o prefeito enjaulado Ari Artuzi teria confidenciado que não irá ficar sozinho nesta situação deprimente em que, digamos assim, muito peixe graúdo beliscava todo mês sua fatia do dinheiro sujo que a quadrilha desviava dos cofres públicos douradenses. Disse ainda que mais cedo ou mais tarde vai ter de botar a boca no trombone para não pagar o pato sozinho. |
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Sem prestígio |
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Os repórteres de porta de cadeia de Campo Grande não se conformam com o fato de agentes policiais da 3ª Delegacia de Campo Grande não terem liberado imagens de Artuzi curtindo alguns dias de cadeia depois que foi pego com a mão da massa. Enquanto isso seus colegas do programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, chegaram na pontinha dos pés e exibiram o dito cujo para o Brasil e o Mundo verem no último domingo. |
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Masoquismo |
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Já virou até piada o fato de Artuzi ter pagado com dinheiro sujo os vereadores que faziam oposição à sua administração. O democrata Marcelo Barros, por exemplo, era um dos que recebiam propina em troca de amenizar as críticas que fazia contra o pedetista na Câmara de Dourados. Diante disse, um gaiato saiu com essa dia desses: “Pelo jeito, o prefeito gostava de apanhar, até porque fazia questão de pagar todo mês para ser criticado pela oposição”. |
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Pra inglês ver |
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Desafetos políticos, o senador Delcídio do Amaral (PT) e o ex-governador Zeca do PT continuam fazendo suas campanhas distante um do outro. Isso significa que a pose que fizeram no único mega-comício realizado em Campo Grande, durante a visita do presidente Lula e da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, a Mato Grosso do Sul não passou de pura encenação. Ou seja, cada um que se vire a seu modo. |
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