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Apoiadores veem Moro reticente sobre campanha em 2022

Parlamentares pró-candidatura do ex-juiz avaliam sua investida na iniciativa privada

03/12/2020 - 07h44

De Brasília 

O ex-ministro Sérgio Moro (Foto: Reprodução)

Apoiadores de Sérgio Moro no Congresso Nacional veem na sua contratação por uma consultoria americana e em manifestações recentes sinais de que o ex-ministro e ex-juiz da Lava Jato está reticente quanto a uma eventual candidatura em 2022. 


A interlocutores nos últimos meses, Moro indicou que não está determinado a ser protagonista em um projeto eleitoral. Ao Estadão, anteontem, ele afirmou que "não é o momento de pensar" em plano político.


Mesmo entre parlamentares que defendem sua candidatura, o anúncio de Moro como sócio-diretor da consultoria americana Alvarez & Marsal não foi recebido com surpresa. Aliados do ex-juiz dizem que a temporada no setor privado está em sintonia com seu perfil e com as sinalizações de que não tem a candidatura ainda como meta.


O senador Alvaro Dias (Podemos-PR), candidato à Presidência em 2018 e expoente da bancada lavajatista no Congresso, defende que Moro use os próximos meses para refletir sobre a decisão de entrar para a política partidária ou não. Ele acredita que não haverá respostas conclusivas nos próximos quatro ou cinco meses e percebe uma resistência do ex-juiz. 


"Ele tem dito que, por ora, tem de cuidar um pouco da atividade privada, buscar o sustento da família", afirmou Dias. "Afastado do cenário político, ele poderá refletir sobre a conveniência de participar ativamente ou não, ser protagonista ou não." O senador acredita que a popularidade de Moro dá a ele mais tempo para se decidir, em relação a eventuais adversários.


Já o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) não enxerga movimentos do ex-ministro por uma eventual candidatura ao Planalto, embora ele conte com incentivos nessa direção. "Eu nunca vi nenhuma manifestação individual de vontade do ex-ministro Sérgio Moro no sentido de se colocar como candidato a um cargo eletivo", afirmou. 


"Particularmente não tinha nenhuma expectativa nesse sentido. Claro que essa não é uma porta que está fechada." Para Vieira, o ideal seria ter uma definição até o primeiro semestre de 2021 para iniciar conversas sobre eventuais alianças. Moro não é filiado a partido político.

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