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Banco Central indica que inflação pode ficar em 2,6% este ano

Em 2021, previsão é que a inflação suba para 3,2%

26/03/2020 - 09h18

De Brasília

Vista do Banco Central (Foto: Divulgação)

A inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), pode ficar em 2,6% neste ano, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado hoje (26) pelo Banco Central, em Brasília. Em 2021, a previsão é que a inflação suba para 3,2%, chegando a 3,3%, em 2022.


No relatório, o BC faz projeções considerando quatro cenários com expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, e para o câmbio.


Para essas estimativas, foram consideradas as projeções do mercado financeiro relativas aos finais de ano para a taxa Selic (3,75% ao ano, em 2020, 5,25% em 2021 e 6% em 2022), e para o câmbio (R$ 4,35, em 2020, e R$ 4,20, em 2021 e 2022).


Nesse cenário, em relação ao Relatório de Inflação de dezembro de 2019, a projeção para 2020 caiu em cerca de 0,9 ponto percentual para 2020, 0,2 ponto percentual para 2021 e 0,1 ponto percentual para 2022.


Assim, a inflação ficará próxima do limite inferior da meta para este ano. O centro da meta é 4%, com limite inferior de 2,5% e superior de 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, com intervalo de tolerância para cima ou para baixo de 1,5%.


Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária).


Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.


E quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para atingir a meta de inflação.


Mais números


No cenário com taxa Selic (4,25% ao ano) e câmbio (R$ 4,75) constantes, a inflação vai ficar em 3% este ano, em 3,6% em 2021, e 3,8% em 2022.


Se for considerada a Selic projetada pelo mercado financeiro e o câmbio constante, a inflação fica em 3% em 2020, em 3,6% em 2021, e 3,5%, em 2022.


No cenário com Selic constante e câmbio projetado pelo mercado financeiro, o IPCA será 2,6% este ano, 3,2%, em 2021 e 3,6% em 2022.


Próximos meses


O Banco Central projeta inflação em 0,15%, 0,21% e 0,02%, respectivamente, nos meses de março, abril e maio.


Se essas estimativas se concretizarem, a alta de 0,38% no trimestre será a menor variação para o período de série histórica do IPCA desde janeiro de 1980 e “consideravelmente inferior” à observada entre março e maio de 2019 (1,46%). Isso levará à desaceleração da inflação acumulada em 12 meses, de 4,01% em fevereiro para 2,90% em maio de 2020. Com informações da Agência Brasil.

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