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Nome indicado para comandar Petrobras é diretor da Itaipu

Será o primeiro militar a assumir a estatal desde 1989

20/02/2021 - 09h18

G1

Joaquim Silva e Luna (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Com a saída de Roberto Castello Branco da presidência da Petrobras na sexta-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o general Joaquim Silva e Luna é o presidente indicado para comandar a estatal.


Ele tem pós-graduação em Política, Estratégia e Alta Administração do Exército pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Também é pós-graduado, pela Unb (Universidade de Brasília), em Projetos e Análise de Sistemas.


Durante a carreira no Exército, Silva e Luna comandou o 6º Batalhão de Engenharia de Construção (1996-1998), em Boa Vista (RR), e a 16ª Brigada de Infantaria de Selva (2002-2004), em Tefé (AM).


General da reserva do Exército, Silva e Luna foi o primeiro militar a exercer o cargo de ministro da Defesa, no governo do ex-presidente Michel Temer. Ele assumiu o cargo em janeiro de 2018 em substituição a Raul Jungmann.


Também participou da Missão Militar Brasileira de Instrução no Paraguai e atuou como adido em Israel de 1999 a 2001.


Empresa terá 3 militares


Com a confirmação de Silva e Lula, a Petrobras passará a ter três militares em postos de comando. O presidente do Conselho de Administração da empresa é o almirante de esquadra da reserva Eduardo Bacellar Leal Ferreira. Ele foi comandante da Marinha, da Escola Naval, da Escola Superior de Guerra e comandante-em-chefe da Esquadra Brasileira.


O terceiro militar é o oficial da reserva da Marinha Ruy Schneider, que também foi indicado para o conselho de administração pelo governo federal. Schneider, entretanto, é engenheiro industrial mecânico e tem experiência empresarial anterior à Petrobras - ele trabalhou, por exemplo, na Xerox do Brasil S.A., nos bancos Brascan e de Montreal, além do grupo Multiplan.


Uma troca anunciada


Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro começou a subir o tom com o rumo da gestão de Castello Branco. A crítica principal era com os sucessivos aumentos de preço dos combustíveis na refinaria — na quinta-feira (18), os preços subiram pela quarta vez em 2020.


Com o avanço seguido dos preços dos combustíveis, Bolsonaro indicou que haveria mudanças na companhia. O presidente também prometeu zerar o imposto sobre o diesel e gás de cozinha.

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