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Força-tarefa retoma combate às queimadas no Pantanal da Nhecolândia

Na terça, o fogo chegou a 200 metros da vila e foi controlado após intenso combate pelos bombeiros é brigadistas do Prevfogo do Ibama e da Marinha.

17/09/2020 - 17h07

Campo Grande

Bombeiros do Paraná ajudam conter as queimadas em MS (Foto: Divulgação)

Bombeiros de Mato Grosso do Sul e do Paraná retomaram o combate aos focos de calor na região do Porto da Manga, Pantanal do Nhecolandia, em Corumbá, na manhã desta quinta-feira (17).

Os incêndios começaram há uma semana e ameaçavam a comunidade, que vive na beira do Rio Paraguai, distante 60 km da cidade pela MS-228 (Estrada-Parque). 


Na terça-feira, o fogo chegou a 200 metros da vila e foi controlado após intenso combate pelos bombeiros é brigadistas do Prevfogo do Ibama e da Marinha.


"Graças a Deus tivemos apoio do Governo e da Marinha, os moradores entraram em pânico, foi uma correria para apagar o fogo que estava sendo empurrado pelo vento", relatou o pescador Delson Carneiro, antigo morador. Ele disse que, para a sorte da comunidade, o incêndio surgiu durante o dia. "A noite a gente não teria esse apoio, o fogo ia destruir tudo”, afirmou.


O comandante do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Corumbá, tenente-coronel Luciano Alencar, disse que a pronta ação da força-tarefa criada pelo Governo do Estado foi importante para evitar uma tragédia. "O fogo atingiu o galinheiro de um morador ribeirinho e chegaria na casa, mas conseguimos debelar as chamas", observou.


Um grupo de 15 bombeiros do Paraná chegou a Corumbá em três viaturas e integrou a Operação Pantanal II, coordenada pela Marinha de Ladário.  A parceria do governo paranaense inclui ainda o apoio de sete caminhões-pipa, totalizando 42 mil litros de água, os quais chegarão à região ainda esta semana.


A prioridade da operação em Corumbá, nesse momento, é o combate aos focos de calor no Porto da Manga, onde atuam 15 bombeiros de MS e PR. O fogo, segundo os moradores, surgiu próximo ao antigo canal do Rio Taquari e depois surgiu do outro lado do Rio Paraguai. "Nessa seca, o fogo aparece do nada", diz o pescador Castelo.

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