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Público lota arquibancadas, camarotes e ruas para assistir desfiles em Corumbá

No carnaval deste ano, as escolas desfilam em grupo único, mas em dois dias.

13/02/2018 - 08h05

G1 MS

Rainha de bateria da Caprichosos de Corumbá (Foto: Gisele Ribeiro/Prefeitura de Corumbá)

O público lotou as arquibancadas, camarotes e ruas na passarela do samba de Corumbá neste domingo (11) para acompanhar a primeira noite de desfiles de escolas. Cinco agremiações se apresentaram: Major Gama, Mocidade Independente da Nova Corumbá, A Pesada, Acadêmicos do Pantanal e Caprichosos de Corumbá, levantando o público em um desfile que foi até a madrugada de segunda-feira (12).


No carnaval deste ano, as escolas desfilam em grupo único, mas em dois dias. Os desfiles prosseguem nesta segunda, a partir das 20h com a apresentação de mais agremiações: Estação Primeira do Pantanal, Mocidade Independente Marquês de Sapucaí, Unidos da Vila Mamona, Imperatriz Corumbaense e Império do Morro.


Major Gama


Quinta colocada em 2017, no já extinto grupo de Acesso, a escola de samba Unidos da Major Gama abriu os desfiles nestes domingo, trazendo para a avenida uma homenagem ao paulistano radicado em Corumbá, José Antônio Garcia, o Tanabi. Personalidade que há mais de quatro décadas contribui para o desenvolvimento e reconhecimento da cultura da cidade.


Com 11 bailarinos e coreografada por Johonie Midon, a Comissão de Frente fez a apresentação de Tanabi. Componentes executaram coreografia trazendo um casal trajado ao estilo espanhol e um casal trajado de italianos, representando a descendência de José Antônio Garcia. Casal de índios rememorou a origem guarani do nome que carrega consigo; além das personagens representando o ensino, o artista, o Frei, e o defensor do meio ambiente.


Mocidade


Vice-campeã do grupo Especial no ano passado, a escola de samba Mocidade Independente da Nova Corumbá apresentou as cores, a vibração, a cultura e a beleza do povo cigano. Com o tema “Optchá, sob um céu de estrelas a sorte da Mocidade”, a agremiação mostrou a lenda por trás do povo, o misticismo que envolve a mulher cigana e a história da tradição. “Optchá”, na língua cigana significa “salve”.


Homenageando o povo cigano, a Mocidade trouxe ao público os costumes de um povo livre, que não se fixa em nenhum local e, por isso, já sofreu muito com o preconceito de quem não entende sua cultura. No desfile, Santa Sara Khali, padroeira dos ciganos, foi exaltada. De acordo com a tradição, no início da Era Cristã, Sara estava em um barco à deriva com outros cristãos e afirmou que se sobrevivesse usaria lenço sobre seus cabelos para o resto da vida. Por isso, o hábito das ciganas de usarem bastante o lenço. Oriundos de países da Europa, os ciganos trouxeram ao Brasil sua tradição.

Mocidade Independente da Nova Corumbá (Foto: Clóvis Neto)

A Pesada


A importância da Cidade Dom Bosco e do padre Ernesto Sassida foram exaltadas pela A Pesada na primeira noite do desfile das escolas de samba. A história do religioso e o legado de sua obra foram refletidos nos carros alegóricos e nas fantasias dos mil componentes que cruzaram a avenida General Rondon como a terceira agremiação deste domingo de carnaval. “Cidade Dom Bosco, o Reino do Amor” foi o enredo cuja composição do samba é de Victor Raphael, Alison Renan e Willian Tadeu.


A Presença Salesiana abriu o desfile com os 12 bailarinos da Comissão de Frente. Coreografados por Marcelo Samaniego, eles representaram a missão de fé do Padre Ernesto Sassida. O carro abre-alas Cidade-Jardim de Esperança mostrou onde nasceu e cresceu a Cidade Dom Bosco, em plena periferia da Cidade Jardim. A alegoria trouxe ornamentos da fauna e flora pantaneiras e o surgimento da Escola Profissional Alexandre de Castro. Observou-se também a Balança, símbolo da agremiação, juntamente com o nome “A Pesada”, além de uma releitura do barracão onde a primeira escola começou a funcionar em 1961.


Acadêmicos do Pantanal


Penúltima a desfilar, já na madrugada de segunda-feira, 12 de fevereiro, a Acadêmicos do Pantanal homenageou a mais antiga escola de samba de Corumbá, a Império do Morro, que completa 60 anos de criação agora em 2018. Com o enredo “A Pantanal é verde e rosa e celebra 60 páginas de glórias”, a escola cantou na avenida as seis décadas de tradição da Império, que vem enaltecendo a cultura corumbaense desde a sua fundação.


O ‘Amor de uma sambista por um humilde carpinteiro’ foi retratado pelos 12 componentes da Comissão de Frente, coreografada pelo Grupo Urbe. O carro abre-alas ‘império reino da folia fabrica de sonhos’ trouxe o tuiuiú símbolo da escola e o convite para desbravar cada página dos 60 anos de história da Império do Morro e seu símbolo máximo a coroa, que representa sua imponência e suntuosidade e as cores do seu manto verde e rosa.


Caprichosos


A primeira noite de desfile das escolas de samba terminou com a passagem da Caprichosos de Corumbá. Com o enredo “Debochar e libertar: A Caprichosos manda para os Quintos a ambição de quem não trabalha ou inventa. O povo não sustenta”; a agremiação tratou – de modo leve e bem humorado – da questão dos impostos, que desde a época do império até os tempos atuais o brasileiro tem de pagar. Abordou ainda os níveis de corrupção no país.


Responsável por apresentar a escola e seu enredo, a Comissão de Frente trouxe 12 componentes representando ‘A Corte Portuguesa em um passeio pelo Brasil’. Dona Maria Louca vem junto com seus súditos reinar no Brasil, sendo a primeira mulher a ocupar o trono português. A comissão ainda é composta por um elemento cenográfico que representa a varanda do castelo de Maria Louca.

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