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Alan Guedes diz que não tem dinheiro nem para pagar folha de dezembro

Prefeito de Dourados diz que precisa de R$ 31 milhões, mas só dispõe de R$ 8 milhões para pagar servidores públicos.

08/01/2021 - 08h08

Campo Grande

Alan Guedes durante entrevista coletiva (Foto: Assecom)

Diante da difícil realidade econômica encontrada ao assumir a administração municipal, o prefeito Alan Guedes (PP) anunciou na manhã de quinta-feira (7) em coletiva de imprensa que adotará medidas emergenciais para equilibrar as contas. Entre as já definidas junto à equipe técnica estão o corte no quadro de comissionados e a suspensão de pagamentos de alguns contratos de prestadores de serviços.


O prefeito esclareceu que não há recursos em caixa para o pagamento da folha salarial de dezembro, com custo médio de R$ 31 milhões. O recurso disponível em caixa é de cerca R$ 8 milhões. Dentro desse cenário, a equipe técnica avalia soluções para realizar os pagamentos devidos e informará ações em breve, sendo esta a prioridade atual.


Tal situação também impactará nas metas iniciais definidas por Alan para a sua administração. Para o andamento dos trabalhos de forma eficiente, já foram acertados alguns ajustes na máquina pública a serem feitos nos próximos dias.


Foi definido pela gestão que a redução no número de servidores comissionados, que atualmente é de cerca de 650, será de 30% inicialmente. De acordo com a equipe da Secretaria de Fazenda, com essa medida será possível uma economia de R$ 780 mil por mês.


Ocorrerá a suspensão do pagamento de parte dos fornecedores, de contratos, por 90 dias, dentro de premissas legais juridicamente, o que será analisado ‘caso a caso’ por uma equipe técnica.


O prefeito Alan Guedes destacou que os contratos referentes a serviços essenciais como fornecimento de medicamentos não sofrerão impactos e que estruturou uma equipe técnica com membros das secretarias de Administração e de Fazenda, Procuradoria Geral do Município e Gabinete para as devidas análises.

Além disso, haverá um corte de 25% nas despesas correntes de cada órgão da administração.


Alan disse que o intuito é cumprir com as obrigações financeiras do município e, posteriormente, recuperar a capacidade de investimentos. Ele ainda citou que impostos que a prefeitura começará a receber nos próximos meses precisarão ser bem administrados.


“Se não tivermos um planejamento financeiro e fiscal, esse incremento que entra em fevereiro e maio com o IPTU e IPVA chega em outubro e se esgota. Então é necessário esse arrocho financeiro inicial para no final desse período oferecer para a cidade uma boa prestação de serviços mesmo com esses cortes do ponto de vista financeiro”, finalizou o prefeito.

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