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Aumento dos casos de dengue força situação de emergência na Capital

Decreto foi assinado ontem pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD)

09/03/2019 - 10h04

Campo Grande

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) (Foto: Divulgação)

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), decretou na sexta-feira (8) situação de emergência em função do aumento de casos de dengue. A publicação está no Diário Oficial do município e vale por 180 dias.


Conforme a prefeitura, de janeiro até o dia 1º de março, foram notificados 7.530 casos de dengue no município, sendo 915 confirmados. Neste período, um caso de óbito já foi confirmado e um segundo segue em investigação. Somente em fevereiro foram registrados 4.514 casos notificados da doença, uma média de mais de 160 notificações por dia.


Durante o período de vigor da emergência, a administração municipal poderá adquirir bens necessários ao atendimento à população e combate ao Aedes aegyptis e contratar serviços sem a necessidade de licitação.


Com o decreto, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem sob a coordenação da Secretaria Municipal de Saúde, em ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus, apontado como causador da microcefalia.


Por conta da circulação simultânea dos sorotipos Den-1 e Den-4 e em reintrodução do sorotipo Den-2, a preocupação das autoridades em saúde é com o risco de epidemia de chikungunya e de zika, todas causadas pelo Aedes aegypti.


Aedes e atendimento médico

Além do ciclo epidêmico destas doenças que ocorrem de três em três anos, o mês de fevereiro registrou um volume considerado de chuvas, 383,2 mm quando o esperado era de 171,4mm, superando a media esperada em 123,57%.


A quantidade de chuva somada ao sol, favorece o acúmulo de água parara e consequentemente a reprodução do mosquito transmissor das três doenças. Com mais Aedes aegypti circulando, a tendência é que seja maior a quantidade de pessoas 'picadas' e consequentemente doentes.


A prefeitura registrou aumento da demanda de consultas nas unidades de saúde, por exames laboratoriais, consultas médicas, produtos e serviços de saúde, contratação de profissionais de saúde, necessidade de leitos hospitalares, em especial a partir de fevereiro.


Diante do aumento significativo de internações exigindo imediato aumento na oferta de pessoal, estrutura, materiais, equipamentos e aparelhamento hospitalar.

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