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Governo apresenta plano para evitar mais restrições e lockdown

Indicadores de Vigilância Epidemiológica, Saúde e Impacto Econômico sugerem medidas de flexibilização ou restrição de atividades nos municípios

30/06/2020 - 13h12

Campo Grande

Os secretários Verruck e Riedel durante coletiva (Foto: Saul Schramm)

O secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, detalhou a metodologia e o funcionamento do Programa Prosseguir, durante a live diária do Governo para apresentação do panorama de combate ao Coronavírus no Estado. O objetivo é manter as atividades socioeconômicas, sem riscos à saúde e até a possibilidade de lockdown, como já acontece em Rio Brilhante e Rochedo. 


“Utilizamos como referência planos similares dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – alguns priorizando a saúde e outros a economia. Com base neste compilado, criamos um modelo nosso, voltado para as particularidades de MS e tendo como principal eixo norteador a saúde e a evolução da pandemia na região. Essas recomendações orientarão tanto os gestores públicos dos municípios, quanto aos empresários, com relação à necessidade ou não de medidas e protocolos restritivos. Não podemos deixar para trás os bons resultados conquistados até aqui”, explicou o secretário de Governo.


Tendo como pilares estratégicos a Saúde, a Economia e Recomendações de Flexibilização, a metodologia do “Prosseguir – Programa de Saúde e Segurança da Economia” utiliza os elementos de monitoramento indicados pela OPAS (Organização Pan Americana de Saúde) e, por consequência, pela OMS (Organização Mundial de Saúde), reforçando a prioridade do governo em adotar parâmetros científicos, como destaca Riedel. “Dialogamos com todos municípios com o único intuito de manter nossa economia andando, mas protegendo a vida das pessoas, com base na ciência”, enfatizou. 


A metodologia prevê o cruzamento de indicadores de três áreas: Vigilância Epidemiológica, Saúde e Impacto Econômico estipulando, por meio de faixas de cores – que variam do verde ao preto, o grau de risco da saúde da região (se baixo, tolerável, médio, alto ou extremo). Seguindo a classificação por cor também são definidas as medidas de flexibilização ou restrição das atividades econômicas, de acordo com a classificação de risco de cada uma delas (se baixo, médio ou alto risco). 


“Isso tudo é resultado da construção conjunta, um trabalho que une o setor privado que já estava pronto para que aceitar nossas recomendações do Estado e município. A partir dessa metodologia e seguindo as recomendações vamos conseguir preservar vidas. Importante ressaltar que o primeiro indicador é de Saúde e daí os indicadores de economia. Por quê? Porque, a partir da amostra da área da saúde é vamos manter empregos e as atividades econômicas”, disse o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.   

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