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Justiça determina penhora de R$ 10 milhões e bloqueia transferências do Flu

Decisão é motivada por pedido do Real Noroeste, do Espírito Santo

10/01/2019 - 16h19

Globo Esporte

O meia Richarlison, ex-Fluminense (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo determinou a penhora de R$ 10.540.074,28 do Fluminense e o bloqueio de transferências de jogadores nos sistemas de Gestão CBF e Fifa TMS em razão do processo movido pelo Real Noroeste, do Espírito Santo, pelas vendas de Richarlison para o Watford-ING e, posteriormente, para o Everton-ING. A informação foi dada inicialmente pelo “Lance!” e confirmada pelo GloboEsporte.com. O América-MG também cobra valores do Tricolor na Justiça sobre a venda do atacante.


O clube capixaba alega que o Tricolor não repassou integralmente valores referentes aos 20% que detinha de direitos econômicos jogador. Tais direitos eram divididos da seguinte forma: 20% do Real Noroeste, 30% do América-MG e 50% do Fluminense. Do total da ação, R$ 6.080.074,28 correspondem ao ainda devido na venda para o Watford, enquanto R$ 4.460.000,00 são referentes à nova venda do atleta para o Everton, calculado sob o montante que o clube carioca recebeu do percentual que manteve.


Em contato com o GloboEsporte.com, a advogada Franciele Matos Rocha, que representa o Real Noroeste no caso, comentou o caso. A reportagem solicitou também uma posição do Fluminense sobre o tema, mas ainda não recebeu retorno.


- O Real Noroeste cobra os 20% de direitos econômicos que possuía do atleta Richarlison. Foi necessário entrar na Justiça porque o Fluminense se recusava em pagar o Real Noroeste. A partir do momento do ajuizamento da ação, o Fluminense reconheceu a obrigatoriedade de pagar os 20% e solicitou prazo ao desembargador para que fosse feito o pagamento. No entanto, não cumpriu, não pagou o valor total - explica.


Na decisão efetuada no dia 8, o juiz Carlos Magno Telles determinou que o Fluminense exiba os contratos de negociação de Richarlison com Watford e Everton sob pena de crime de desobediência, e solicitou ao Banco do Brasil, à FERJ e à CBF que identifique qualquer transferência que tenha o clube das Laranjeiras como destinatário para que valores e/ou créditos sejam bloqueados e transferidos para a conta do Real Noroeste até a quantia da ação.


O magistrado requeriu também que a FERJ e a CBF bloqueie e mantenham bloqueadas as transferências de atletas nos sistemas de GESTÃO CBF e FIFA TMS até o cumprimento integral da obrigação de pagar a dívida em questão.


A advogada Franciele Matos Rocha explicou o pedido de bloqueio de transferências do Fluminense - uma medida que, em tese, dificultaria ainda mais a arrecadação por parte do clube carioca.


- Nós fizemos o pedido e o juiz deferiu. Esta foi uma medida extrema que tomamos porque, já havíamos tentado diversas outras maneiras, inclusive BACENJUD, para que o Fluminense pagasse, pois eles já receberam os valores da venda do Richarlison. O correto seria pegar o valor referente a cada parceiro e fazer o repasse. No entanto, eles "comeram" o dinheiro e não repassaram.


- O Fluminense está anunciando jogadores. Se está anunciando jogadores é porque tem dinheiro para contratar. Se ele tem dinheiro, ele tem que cumprir as obrigações que assumiu. Foi uma maneira de obrigar o Fluminense a se manifestar a relação o que ele se obrigou - explicou a advogada.

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