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Assembleia exalta indicação de Tereza Cristina para Ministério da Agricultura

Deputada federal fará parte do governo de Jair Bolsonaro 

08/11/2018 - 14h35

Campo Grande

Deputados elogiam indicação de Tereza Cristina (Foto: ALMS)

Os deputados estaduais enalteceram a escolha do nome da deputada federal Tereza Cristina (DEM) para ocupar o cargo de ministra da Agricultura, na futura gestão do eleito presidente Jair Bolsonaro (PSL). 


A parlamentar, reeleita para a bancada federal por Mato Grosso do Sul, já foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo no Estado e lidera o movimento ruralista no Congresso.


Zé Teixeira (DEM) foi o primeiro a ocupar a tribuna da Assembleia Legislativa durante a sessão desta quinta-feira (8), para parabenizar a nova ministra anunciada ontem. “Inteligente e capacitada, foi uma ótima secretária aqui, enfrentou a febre aftosa, sabe das demandas do agronegócio, fiquei muito feliz”, ressaltou.


O deputado Marcio Fernandes (MDB), que é médico veterinário, relembrou quando trabalhou com Tereza Cristina. “Fui estagiário dela e sei da sua competência e honestidade há muito tempo. Tenho certeza que fará um ótimo trabalho”, disse. Barbosinha (DEM) completou. 


“Também tive o privilégio de compartilhar momentos com ela, no trabalho político em dois partidos e sei que é uma das mais influentes do setor do agronegócio. Com esse anúncio alvissareiro, abre uma nova vaga na Câmara Federal para o deputado Geraldo Resende [PSDB], que representará a região de Dourados”.


Tereza Cristina é a primeira mulher a ser chamada para compor o primeiro escalão do novo governo. 


“Ela nos representará muito bem, me senti contemplada como mulher por tê-la no Ministério da Agricultura, a primeira nesta pasta. É um nome de expressão, por onde passou deixou sua marca e tenho certeza que será importante para àqueles que produzem e movem economicamente esse país”, disse a deputada Mara Caseiro (PSDB).


O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (MDB) também usou a fala em aparte. “Ela já teve experiência no Poder Executivo e demonstrou competência ao administrar o dinheiro público por oito anos. Tenho certeza que vai melhorar e atender o setor”, avaliou. Enelvo Felini (PSDB) assegurou que ela fará o melhor para todas as demandas. 


“Não só ao grande produtor, mas ao pequeno e à agricultura familiar. Aqui no Mato Grosso do Sul ela atendeu mais de 28 mil famílias assentadas pela a Reforma Agrária e sei que fará muito por todo o Brasil”, afirmou.


O desafio da deputada federal na liderança da bancada rural no Congresso Nacional foi destacado pelo deputado Paulo Corrêa (PSDB). “A Tereza começou no sindicato rural e hoje lidera uma frente parlamentar no Congresso com 260 membros, articulando com diferentes partidos de forma competente. Não causa espanto essa indicação, ela será uma grande ministra”, enfatizou.


Já o deputado Lidio Lopes (PATRI) ressaltou a expressão que a bancada de Mato Grosso do Sul tem conquistado no cenário nacional. “A indicação dela é um orgulho para o Mato Grosso do Sul, que hoje tem uma das melhores bancadas federais e tem sido prestigiado pelos governos federais. Nosso Estado é pequeno em relação à quantidade do eleitorado nacional, mas bem representado na competência. Orgulhoso por ser de MS nesse momento”, afirmou.


O deputado Herculano Borges (SD) falou sobre a importância da futura ministra para o trâmite de projetos. “É fundamental termos pessoas de nosso Estado com esse grau de influência, como o de ministra. Isso facilita a tramitação das matérias da pasta e MS vai ter um olhar diferenciado com essa indicação”. Outro parlamentar que reforçou a influência de Tereza Cristina foi o deputado Maurício Picarelli (PSDB). “Ela tem um trânsito no Congresso Nacional como poucos. Será para nós, sul-mato-grossenses, uma satisfação tê-la como ministra tendo em vista sermos um Estado essencialmente agropecuário”.


Segundo o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Professor Rinaldo (PSDB), a futura ministra tem conhecimento para o novo cargo. “Ela não ostenta o conhecimento que tem, mas sabe muito desse setor que tem feito a diferença e que conta a liderança da Tereza, pois foi o único PIB [Produto Interno Bruto] que cresceu no país”, finalizou. 


Conflitos pela terra


Um das demandas que Tereza Cristina deverá trabalhar será pelo fim dos conflitos pela terra, ponderou o deputado Zé Teixeira, que também é produtor rural. Enquanto discursou na tribuna, ele ainda criticou cobertura da imprensa quanto ao trabalho da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) em visitas a terras disputadas por indígenas, a convite do Governo Federal.


“Só vi reportagens enaltecendo as visitas, mas sem ouvir o lado dos fazendeiros que também se sentem ameaçados. São pessoas de outros países que não sabem a realidade do que acontece aqui. Até hoje não vimos solução para os conflitos e espero que o novo governo o faça”, declarou o deputado. Mara Caseiro concordou.


“Esperamos que acabem essas distorções do que ocorre no campo e também as manipulações que incentivam as invasões”, finalizou.

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