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Botafogo traça outro perfil e analisa nomes para novo técnico:

Marcelo Oliveira, Levir Culpi, Jorginho e Fabiano Soares na pauta

12/02/2018 - 08h50

Globo Esporte

Levir Culpi e Marcelo Oliveira em almoço (Foto: Globo Esporte)

A "era" Felipe Conceição durou pouco no Botafogo, e o clube tem pressa na busca por um novo comandante para começar a Taça Rio junto com o elenco, no próximo dia 22, contra o Nova Iguaçu. Ciente da pressão sobre o agora ex-treinador, a diretoria já passou a última semana estudando opções e definiu um perfil diferente: se os últimos dois técnicos foram pratas da casa, auxiliares promovidos, agora a procura é por um nome experiente no mercado.


– No futebol não há nada que se parta do zero, há sempre uma discussão, há sempre possibilidades, e vamos trabalhar para suprir essa necessidade. Não vou especular nenhum nome nesse momento – comentou o gerente de futebol alvinegro, Anderson Barros, logo após a derrota para o Flamengo por 3 a 1 na semifinal da Taça Guanabara.


A linha de pensamento da diretoria significa que não arriscaram nova aposta com Eduardo Barroca, técnico do sub-20 e cotado para o cargo antes de Felipe Conceição assumir. O favorito de muitos dirigentes é Marcelo Oliveira, bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro em 2013 e 2014, campeão da Copa do Brasil de 2015 com o Palmeiras e vice em 2016 pelo Atlético-MG. Mas acabou rebaixado no ano passado com o Coritiba, seu último clube. Aos 62 anos, está livre no mercado.


Ex-jogador do Botafogo, Marcelo Oliveira inclusive já foi homenageado pelo presidente, Nelson Mufarrej, e pelo vice, Carlos Eduardo Pereira, e agrada a maioria. Mas há outros nomes na pauta, como de Levir Culpi. Outro com passado alvinegro, o comandante, de 64 anos, também cativa a diretoria, mas pesa contra ele o fato de ter ido em dezembro para o Japão, onde assinou contrato de dois anos com o Gamba Osaka após dirigir o Santos no último Brasileiro.


Outros dois nomes oferecidos e que entraram na pauta, mas correm por fora, são os de Jorginho e Fabiano Soares, ambos sem clube. O primeiro comandou o Bahia na temporada passada e esse ano deu até palestra para o sub-20 do Alvinegro, convidado por Barroca, que já foi seu auxiliar. Já o segundo foi revelado no clube como jogador em 1987 e fez sua carreira de treinador na Espanha e Portugal. Em 2017, aceitou convite do Atlético-PR e dirigiu seu primeiro clube no Brasil.


Chateado com a demissão, Felipe Conceição não falou com a imprensa e se despediu dos funcionários na saída do Raulino de Oliveira. Mas ele ainda pode seguir no clube. Respeitando sua história no Botafogo, a diretoria ofereceu para que assuma outra função, assim como seu auxiliar, Fabrício Vasconcellos, ex-Vasco. Mas deram tempo para pensar.


Na próxima terça-feira, Felipe terá uma reunião com a diretoria para decidir se assumirá outro cargo ou tentará dar continuidade à carreira de treinador, que durou apenas 37 dias no Alvinegro. Caso não entrem em acordo, o clube terá que arcar com a multa - três salários do treinador.


Enquanto o novo comandante não chega, Bruno Lazaroni dará os treinos na reapresentação dos jogadores, segunda-feira, no Nilton Santos. Filho do técnico Sebastião Lazaroni, ele era gerente das categorias de base do Botafogo no ano passado e desde o início da temporada vinha ocupando o cargo de auxiliar permanente da comissão técnica.

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