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Gerson Claro rechaça decisão do STF de investigar fakenews contra a instituição

Líder do governo na Assembleia, deputado também lamenta declarações do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

28/05/2020 - 16h02

Campo Grande

O líder do Governo na Assembleia, deputado Gerson Claro (Progressistas) (Foto: Divulgação)

Willams Araújo


O líder do Governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Gerson Claro (Progressistas), avaliou nesta quinta-feira (28), durante sessão remota da Casa, que o STF (Supremo Tribunal Federal) extrapola sua competência ao instaurar inquérito para investigar fakenews contra a instituição. 


Gerson se referiu ao fato de o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinar a quebra de sigilo bancário e fiscal de quatro empresários suspeitos de financiar a disseminação de informações falsas e ataques contra os ministros da Corte. 


A determinação faz parte do inquérito das fake news, que investiga prática remetida ao chamado “gabinete do ódio”, como apontado por parlamentares em depoimentos.


Para ele, apesar de ter respaldo regimental, é juridicamente questionável.


“O próprio ministro conduzir o inquérito que ele mesmo investiga e vai julgar, acho esquisito”, avaliou.


Gerson Claro defendeu ainda que líderes políticos e ocupantes de cargos públicos mantenham o equilíbrio neste momento em que o País enfrenta uma grave crise econômica e de saúde causada pelo novo coronavírus.


“É lamentável o acirramento das questões ideológicas e políticas em um momento em que a República tem assuntos muito maiores para se preocupar em termos de economia e saúde”, disse.


Os empresários com sigilo quebrado no período compreendido entre julho de 2018 a abril deste ano são: Luciano Hang, dono das lojas Havan; Edgard Gomes Corona, fundador e CEO da rede de academias Smart Fit; o humorista Reynaldo Bianchi Júnior (conhecido como Rey Bianchi); e Winston Rodrigues Lima, criador do Bloco Movimento Brasil e dono do canal do Youtube ‘Cafézinho com Pimenta’. Todos apoiam o presidente Jair Bolsonaro.


A decisão faz parte do inquérito e que resultou na quarta-feira (27) em uma operação da Polícia Federal que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão, tendo os empresários como alguns dos alvos.


Nazismo 


O progressista também lamentou o fato de o ministro da Educação, Abraham Weintraub, associar ao nazismo a operação “Fakenews”, da Polícia Federal, que cumpre mandados de busca e apreensão e apura ataques a integrantes do STF.


“As pessoas precisam manter o equilíbrio para que cada um possa cumprir seu papel na República e as instituições possam funcionar. Não concordo com as palavras do ministro da Educação e com seu comportamento, pois em um país democrático e Republicano há outros meios de se divergir”, afirmou.

Em suas redes sociais, o ministro escreveu a seguinte frase: “Hoje foi o dia da infâmia, vergonha nacional, e será lembrado como a Noite dos Cristais brasileira. Profanaram nossos lares e estão nos sufocando. Sabem o que a grande imprensa oligarca/socialista dirá? SIEG HEIL!”


A expressão em alemão citada pelo ministro significa “salve vitória” e era muito utilizada durante o período nazista. Já a noite dos cristais foi um dos primeiros grandes episódios violentos coordenados contra os judeus, precursor do Holocausto. Com informações da assessoria de imprensa parlamentar.

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