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Rolo-compressor do governo atropela oposição e aprova reforma previdenciária

Projeto de Lei Complementar que eleva de 11% para 14% a alíquota de contribuição de servidores teve placar de 16 a favor e 7 contrários

21/05/2020 - 15h54

Campo Grande

Deputados durante a sessão remota de hoje (Foto: Wagner Guimarães)

O rolo-compressor do governo de Mato Grosso do Sul atropelou, pela segunda vez em 24 horas, 

a oposição ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na Assembleia Legislativa, e aprovou nesta quinta-feira (21) a polêmica reforma previdenciária.


Em segunda votação, durante sessão remota, o Projeto de Lei Complementar que eleva de 11% para 14% a alíquota de contribuição de servidores teve placar de 16 a favor e 7 contrários.


O texto passou sob protesto de servidores públicos e parlamentares oposicionistas, como Pedro Kemp (PT), mas também teve voto contrário de aliados do governo, como foi o caso do tucano Felipe Orro (PSDB).


Felipe Orro fundamentou seu posicionamento contrário tanto na constitucionalidade, quanto no mérito do projeto, embasado na crise econômica instaurada no país por conta da pandemia do Covid-19.

Deputado Felipe Orro (PSDB) votou contra (Foto: Divulgação)


"Estamos vivendo um período turbulento. A pandemia do coronavírus gerou impactos negativos nas finanças de milhares de famílias. Entendo que este não é o momento adequado de discutirmos aumento de alíquota. Segui minha coerência e, após ser contra a constitucionalidade do projeto, votei novamente contra o mérito da proposição", protestou Orro.


Representantes dos servidores apontam que a elevação da alíquota da contribuição para a previdência estadual de 11% para 14% significará uma redução de cerca de R$ 250 a menos no salário dos administrativos. 


Profissionais aposentados da saúde receberiam cerca de R$ 400 a menos e os ativos, teriam de R$ 100 a R$ 150 descontados.


"O governo federal sinaliza para o congelamento de salários. Semana passada votamos pela manutenção do abono salarial para os servidores estaduais. Respeito a decisão trabalhadores para que os mesmos não tenham perda salarial", emendou Orro.

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