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Soraya cobra explicações da Cassems sobre dispensa de médicos otorrinos

Senadora diz que transparência é obrigação, pois a Caixa recebe dinheiro público

10/09/2019 - 08h10

De Brasília

Senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) (Foto: Agência Senado)

O grande volume de reclamações recebidas diariamente em seu gabinete de servidores públicos estaduais descontentes com a gestão do médico Ricardo Ayache à frente da Cassems, principalmente por ter reduzido o número de médicos otorrinolaringologistas, levou a senadora Soraya Thronicke (PSL) a solicitar formalmente informações da instituição a respeito do problema.


O expediente foi enviado na quinta-feira passada, quando a parlamentar publicou nas redes sociais e em grupos de WhatsApp vídeo com alerta aos servidores para que estes “fiquem de de olhos abertos”, já que a redução da qualidade dos serviços resultante da contratação de médicos de fora do Estado “está mal explicada, principalmente porque tem dinheiro público na Cassems”.


A senadora disse que desde o final de outubro reclamações de usuários do plano de saúde da Cassems – que tem mais de 50 mil servidores e ainda seus dependentes – chegam a seu gabinete diariamente. Elas são feitas por meio de redes sociais como Facebook e Instagram, por e-mail e mensagens de WhatsApp.


“Basta acessar o perfil de entidades representativas de servidores, de sites de notícias e da própria Cassems nas redes sociais para se perceber que a rescisão com os médicos locais e a substituição destes, em menor número, por profissionais de fora do Estado, não agradou nem um pouco os clientes da Caixa”, pontuou.


“O pior é que as reclamações não se concentram apenas na questão dos otorrinos, mas também sobre outras especialidades, o que nos mostra que há problemas na prestação dos serviços aos servidores”, disse Soraya Thronicke.


Ao informar Ricardo Ayache a respeito das reclamações que vem recebendo, a parlamentar solicitou “cópia na íntegra dos documentos referentes à última alteração contratual efetuada pela Cassems na referida especialidade médica”.


De acordo com ela, pelo fato de a Caixa ser subvencionada por recursos públicos, deve prestar contas à sociedade sobre como gasta o dinheiro que recebe.


Explicações 


Essa é a terceira autoridade pública que pede informações mais claras à Ricardo Ayache a respeito da rescisão do contrato com os otorrinos. A Cassems já foi notificada a prestar esclarecimentos pelo Procon e pelo deputado estadual Coronel Davi.


O Ministério Público Estadual também vai apurar o caso, juntamente com outra investigação já em andamento, envolvendo contratos com laboratórios.


Entenda o caso 


O contrato entre a Cassems e a Cooperativa dos Otorrinolaringologistas foi rescindido de forma unilateral, segundo os médicos, pela Caixa, em meio a negociações a respeito dos valores cobrados pelos serviços. A Caixa alega que a medida visa a reduzir gastos, que teriam saltado de R$ 500 mil para R$ 1,5 milhão mensal.


Com a rescisão, a Cassems contratou outros médicos, pouco mais de 10 terceirizados, por meio de empresa que intermedeia mão de obra. Os termos do contrato e também o nome da empresa contratada são desconhecidos. Antes da rescisão, mais de 50 médicos atendiam os clientes da Cassems.  As informações são do portal Voxms.

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