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Temer elogia Simone Tebet, mas não tem certeza de sua indicação ao Planalto

A senadora sul-mato-grossense é cotada para postular o cargo como alternativa à candidatura do presidente Jair Bolsonaro 

14/09/2021 - 11h19

Campo Grande

Simone é alvo de críticas nas redes sociais (Foto: Reprodução/internet)

O ex-presidente Michel Temer (MDB-SP) disse nesta terça-feira (14), em entrevista ao jornal Correio Braziliense, não ter a certeza da indicação do nome da senadora Simone Tebet  (MDB-MS) para disputar a Presidência da República nas eleições de 2022. 


A senadora sul-mato-grossense é cotada para postular o cargo como alternativa à candidatura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em pré-campanha a reeleição. 


Perguntado sobre uma possível candidatura do MDB, partido ao qual ainda é ligado, ao Palácio do Planalto, Temer não acredita nessa possibilidade — embora elogie a competência, a capacidade de trabalho e de articulação da pré-candidata da legenda, Simone Tebet.


“Tem uma bela pré-candidata, mas não sei se o partido vai com essa posição até o final. O que acontecer pela frente vai determinar a conduta do MDB e dos demais partidos”, observou, o ex-presidente da República.


Simone, aliás, vem sendo alvo de ataques nas redes sociais pela postura que adotou nos últimos dias, principalmente pela sua participação na manifestação fracassada do fim de semana em protesto  contra o governo Bolsonaro.


Impeachment 


Temer é enfático ao afirmar que o impeachment de Jair Bolsonaro não traria a solução para a crise institucional entre o presidente com os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). 


Na entrevista, ele destacou que seria um processo doloroso e contraproducente, com a possibilidade de se encerrar perto das eleições do próximo ano. Isso deixaria o ambiente ainda mais convulsionado, sem contar que promoveria a paralisia completa do país.


“Todos devem aproveitar esse momento, de certa pacificação, para combater em definitivo a pandemia e recuperar a economia”, recomendou, com a experiência de quem quase viu avançar um processo de impeachment contra ele.


Autor do texto da Declaração à Nação, que serviu para apaziguar os ânimos depois dos inflamados discursos de Bolsonaro insuflando a militância contra os ministros do STF, no 7 de Setembro, Temer acredita na moderação do presidente de agora em diante. Para o ex-presidente, o momento de equilíbrio deve ser aproveitado para levar adiante as reformas administrativa e tributária — que, como fez questão de lembrar, começou no governo dele.


“Com esse documento, os acampamentos de caminhoneiros se desmobilizaram em Brasília. O fato é que, convenhamos, se não houvesse a ‘Declaração à Nação’ dia 9, não sei o que aconteceria no dia seguinte”, salientou, certo de que se evitou algum evento de alta gravidade e que poderia ter o condão de convulsionar mais o país.


Temer afastou, ainda, qualquer hipótese de se ter fechado algum acordo entre Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, versão que tem circulado nos grupos bolsonaristas. De acordo com o ex-presidente, ele jamais proporia isso ao magistrado por saber que a ideia seria imediatamente rechaçada.

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