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27/01/2012 - 16:00 | Atualizado em 27/01/2012 às 16:05
Temporal deixa marcas de destruição e morte na capital
Willams Araújo
 
 
Alexandre Duarte
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Bombeiros retiram motocicleta de dentro do bueiro
As constantes chuvas que têm caído nos últimos dias na Capital do Estado têm causado transtornos e deixado a marca da destruição em várias partes da cidade, mas o prejuízo maior foi a morte de um jovem motociclista de 21 anos que foi engolido por uma boca de lobo durante temporal de quinta-feira. 

Hoje de manhã, os bombeiros encontraram o corpo de Milton Teixeira Júnior, que caiu dentro do bueiro na avenida Gury Marques, saída para São Paulo, no bairro Colibri II, região sul de Campo Grande. 

O corpo foi localizado a 2 km do local do desaparecimento, conforme os bombeiros, preso em galhos de árvores no córrego Bálsamo. As buscas foram iniciadas na tarde de quinta-feira (26), mas interrompidas durante a noite.

De acordo com testemunhas, chovia muito forte quando motociclista foi levado pela enxurrada para dentro do bueiro, que desemboca no córrego Bálsamo, às margens da avenida. A moto foi encontrada no buraco depois que o nível da água baixou.

O meteorologista Natálio Abrão, da estação meteorológica da Uniderp/Anhanguera, assegurou que o temporal de quinta-feira durou cerca de uma hora, causando total destruição em várias localidades de Campo Grande. 

Segundo ele, foram contabilizados  91,4 milímetros de precipitação na cidade. Com esse índice, o volume de chuva acumulado no mês de janeiro chegou a 301,2 milímetros, quando o esperado era 210 milímetros.
Alguns funcionários que trabalham em empresas próximas ao local presenciaram o fato, porém, nada puderam fazer para impedir que o rapaz fosse levado pela forte correnteza. 

“Achei que ele poderia segurar na minha perna”, contou Rafael Couto, de 26 anos, que é funcionário de uma empresa de som automotivo, ao tentar ajudar o rapaz.  Ele disse que contou com a ajuda de dois colegas que fizeram uma espécie de corrente.

Lamentações

Restou ao prefeito Nelsinho Trad (PMDB) lamentar  a morte do jovem e o prejuízo causado. “Não adianta chorar o leite derramado, agora é trabalhar forte para recuperar a cidade”, disse, em entrevista ao programa MS Primeira edição, da TV Morena. 

Nelsinho explicou que a região que mais sofreu com a enxurrada foi a bacia do córrego Sóter.
A chuva intensa em um curto período de tempo, somada ao rompimento da quarta barragem do córrego Sóter e ao transbordamento do lago do Parque das Nações Indígenas, foram os fatores que agravaram a situação na região, segundo o prefeito. 

“Em cerca de 50 minutos, tivemos 91 milímetros de chuva. A barragem do córrego Sóter, que ainda não tinha sido concluída, não suportou o volume de água e rompeu”, disse.

O planejamento de limpeza das ruas, garantiu, será prioritário na região norte da cidade, no entorno do córrego Anhanduí e nas áreas que estão sendo apontadas pela Defesa Civil.
Com agências locais
 
 
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