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Economia

Receita devolve R$ 41 bi e alerta 500 mil sobre pendências

Receita orienta 500 mil pessoas a corrigir pendências na declaração

Conjuntura Online
20/10/26 às 16h04
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Vista de agência da Receita Federal. (Foto: Reprodução)

A Receita Federal devolveu mais de R$ 41 bilhões em Imposto de Renda a 25,9 milhões de brasileiros em 2026, o maior volume já registrado no país.

Apesar do recorde, cerca de 500 mil contribuintes ainda enfrentam pendências nas declarações que podem impedir o recebimento dos valores.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (20). Segundo o órgão, 80% das restituições foram pagas em até 30 dias após o encerramento do prazo de entrega das declarações.

Outra novidade deste ano foi a devolução de R$ 460 milhões por meio do chamado cashback do Imposto de Renda. O mecanismo beneficiou 3,4 milhões de pessoas que não haviam apresentado declaração no ano anterior.

Pendências podem atrasar restituições

Enquanto milhões de brasileiros já receberam os valores, aproximadamente 500 mil contribuintes estão sendo orientados pela Receita Federal a corrigir inconsistências identificadas nas declarações.

As correspondências começaram a ser enviadas no início de outubro e têm como objetivo permitir que os próprios declarantes regularizem erros simples antes de eventuais procedimentos de fiscalização.

O grupo representa cerca de 1,25% dos mais de 40 milhões de contribuintes que entregaram a declaração neste ano.

A Receita esclarece que receber uma dessas cartas não significa ter sido multado ou estar sendo investigado. Trata-se de uma orientação para corrigir informações que podem estar impedindo a liberação do dinheiro.

Contribuintes têm direito à orientação

A Lei Complementar 225/2026 passou a garantir o direito à orientação antes de procedimentos fiscalizatórios, reforçando a possibilidade de regularização voluntária de inconsistências.

Com isso, quem identificar erros na declaração poderá fazer as correções necessárias e, caso tenha direito à restituição, aguardar a liberação dos valores após o processamento das informações.

A recomendação é acompanhar a situação da declaração pelos canais oficiais da Receita Federal, especialmente nos casos em que o pagamento ainda não foi realizado. (Com Agência Brasil)

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