A um passo da vaga direta para a fase de grupos da Libertadores do ano que vem, o Mirassol trabalha com a certeza de que irá disputar sua primeira competição internacional em 2026.
O clube terá de se adequar a algumas exigências da Conmebol — regras válidas para todos os times que jogam o principal torneio continental da entidade —, mas tem as medidas necessárias bem encaminhadas.
Com mais três rodadas pela frente no Brasileirão, o estafe do time amarelo e verde mantém o discurso de foco total na Série A. Nos bastidores, porém, o Mirassol já trabalha pensando em 2026 e, é claro, na nova competição que terá pela frente.
Entenda abaixo por que a vaga do Mirassol na Libertadores do ano que vem jamais esteve ameaçada.
Capacidade do estádio
Com capacidade para cerca de 15 mil torcedores, o Maião — casa do Mirassol — atende perfeitamente à exigência para jogos de uma eventual Pré-Libertadores até a fase de grupos da competição. O mínimo exigido para as fases em questão são de 7,5 mil e 10 mil torcedores, respectivamente.
O único porém virá em caso de uma classificação para o mata-mata. Para oitavas e quartas de final, a capacidade mínima exigida é de 20 mil pessoas. Em uma eventual semifinal, ela passa para 30 mil. Nada impede, porém, que nestes casos, o Mirassol mande seus jogos em outro estádio (o que já aconteceu com o Athletico-PR — ainda que a contragosto do clube — na final de 2005, contra o São Paulo, por exemplo).
Antes do início do Brasileirão, o Mirassol investiu R$ 8 milhões em reformas no Maião. O estádio recebeu nova fachada, iluminação e proteção de vidro no lugar dos alambrados, entre outras medidas.
Pela identificação com o torcedor e a força dentro de casa, o clube prioriza mandar jogos no seu "caldeirão".
Time feminino
A Conmebol também exige que os clubes que disputarem a Libertadores — e até mesmo a Sul-Americana — mantenham ou associem-se a uma equipe feminina ativa. Essa é uma providência à qual o Mirassol já se adiantou, determinando a criação de um time "do zero" para 2026.
A possibilidade de uma parceria com clubes da região foi cogitada, mas o Leão ainda não bateu o martelo sobre o assunto. O Realidade Jovem, da cidade vizinha São José do Rio Preto, por exemplo, já demonstrou interesse em associar-se ao Mirassol.
A regra passou a valer em 2019 e prevê que o clube mantenha um time feminino principal e, pelo menos, uma categoria juvenil, ambos disputando competições nacionais e regionais.
Se montar um time próprio, o Mirassol deve começar nas divisões de acesso tanto no Paulista quanto nacionalmente. O Realidade Jovem, por sua vez, já disputa a elite estadual e a A3 do Brasileiro, além da Copa do Brasil.
Aeroporrto próximo
A exigência da Conmebol considerada mais difícil de ser atendida é a de ter um aeroporto internacional em um raio de 150 quilômetros do estádio que receberá os jogos.
Esta, porém, é mais uma providência que já está em andamento. Isso porque o aeroporto Eribelto Manoel Reino, em São José do Rio Preto, a cerca de 15 quilômetros de Mirassol, iniciou o processo de internacionalização antes mesmo de o time amarelo e verde confirmar a vaga na Libertadores.
O aeródromo recebe voos comerciais, mas tem jurisdição estadual. Segundo a concessionária responsável pelo espaço, a ASP, a internacionalização visa "atender as operações especiais decorrentes da participação do Mirassol nas competições Conmebol".
Para isso, será preciso receber o aval de instituições como a Polícia Federal e a Anvisa, mas a administradora do espaço garante ter condições de atender às exigências. Além disso, não será preciso fazer mudanças estruturais no aeroporto, bastando adequações operacionais e logísticas.
A liberação será temporária e exclusiva para voos fretados para a competição. As viagens serão escaladas para a madrugada, evitando assim interferência nas operações regulares do espaço. (Com ge - Mirassol)
