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Acordo entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso prevê preservação do Pantanal

Termo foi assinado pelos governadores Eduardo Riedel e Mauro Mendes, com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva

18/04/2024 - 14h53

Campo Grande

Acordo foi assinado nesta quinta-feira (Foto: Divulgação )

Em uma ação histórica para a preservação do Pantanal, os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso assinaram nesta quinta-feira (18) um Termo de Cooperação Técnica que unifica esforços no combate a incêndios florestais e na proteção do bioma. 


A assinatura do termo, realizada no Bioparque Pantanal em Campo Grande, contou com a presença da Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e dos governadores Eduardo Riedel (MS) e Mauro Mendes (MT).


O acordo cria um grupo de trabalho binacional com a missão de integrar as ações de prevenção, monitoramento e combate a incêndios no Pantanal. Essa iniciativa inédita representa um passo crucial para a proteção da rica biodiversidade do bioma, que se estende por 150 mil quilômetros quadrados e abrange os dois estados.


O plano de ação conjunto prevê a harmonização das legislações estaduais sobre o uso dos recursos naturais do Pantanal, além de medidas como:


Desenvolvimento de um Plano Integrado de Prevenção, Preparação, Resposta e Responsabilização a Incêndios Florestais para o Pantanal: unificando as estratégias de combate ao fogo e responsabilizando os infratores.


Monitoramento da fauna silvestre: garantindo a proteção da fauna nativa, ameaçada pelos incêndios.

Incentivo à produção sustentável: promovendo práticas agrícolas e pecuárias que preservem o meio ambiente.


Fomento ao turismo responsável: impulsionando o desenvolvimento turístico de forma sustentável, gerando renda para as comunidades locais e minimizando os impactos negativos ao bioma.


Uma aliança pela preservação


O termo de cooperação terá a duração de cinco anos e será gerido por um grupo de trabalho formado por especialistas dos dois estados. A iniciativa demonstra a união dos governos de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso em prol da preservação do Pantanal, reconhecendo a importância da cooperação para superar os desafios da proteção ambiental.


Mato Grosso do Sul já se encontra sob decreto de emergência ambiental, medida preventiva para se antecipar ao período crítico de incêndios no Pantanal, que se inicia no segundo semestre do ano. O objetivo é evitar a repetição de desastres como o de 2020, quando mais de 4 milhões de hectares do bioma foram devastados pelas chamas.


A assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso marca um novo capítulo na luta pela preservação do Pantanal. A união de esforços dos dois estados, aliada ao apoio do governo federal, demonstra o compromisso com a proteção da rica biodiversidade do bioma e com a construção de um futuro mais verde e sustentável para a região.


“Juntos vamos estabelecer ações que possam dar mais efetividade no combate a todos os tipos de ilegalidades que possam ser praticados, desde crimes ambientais quanto queimadas ilegais ou mesmo queimadas acidentais”, disse Mauro Mendes, governador de Mato Grosso.


Os acordos firmados vão ser geridos por um grupo de trabalho formado por equipes técnicas dos dois estados. O termo de cooperação assinado entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso já começou a valer e terá cinco anos de duração.


Mato Grosso do Sul já está sob decreto de emergência ambiental. Uma medida preventiva pra se antecipar ao período de incêndios no Pantanal, que começa no meio do ano. O que se quer é evitar grandes incêndios como os que aconteceram em 2020, quando o fogo destruiu mais de quatro milhões de hectares do Pantanal.


“A gente acha essencial que os estados trabalhem em cooperação, principalmente alinhando o plano de resposta a incêndio florestais. o incêndio não conhece fronteira, divisa. A gente percebeu bem isso, ele cruzou do Mato Grosso para Mato Grosso do Sul, na região do Paiaguás, uma região de difícil acesso, com poucos preventivos instalados no local. Então esse alinhamento para a resposta é essencia”, comentou Leonardo Gomes, diretor executivo do SOS Pantanal..

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