Do R7
As Forças Armadas da Coreia do Sul começaram a implantar o míssil balístico Hyunmoo-5, que ganhou o apelido de ‘míssil monstro’ por causa de seu tamanho. Ele foi desenvolvido para atingir Kim Jong-un e a liderança do comando norte-coreano, bem como instalações nucleares e de mísseis, em caso de contingência.
A medida ocorre após o ministro de Defesa sul-coreano, Ahn Guy-back, afirmar que é preciso um “equilíbrio do terror” para combater a ameaça nuclear da Coreia do Norte.
“Como a Coreia do Sul não pode possuir armas nucleares por ser signatária do Tratado de Não Proliferação Nuclear, acredito firmemente que devemos possuir um número considerável de mísseis Hyunmoo-5 para alcançar um equilíbrio no combate ao terrorismo”, disse Ahn em entrevista à agência de notícias Yonhap em outubro do ano passado.
O artefato vem sendo adotado em fases em unidades da linha de frente desde o final do ano passado. O número total de mísseis previstos para implantação, que deve ser concluída até junho de 2030, é de pelo menos algumas dezenas.
Equipado com uma ogiva que pesa até oito toneladas, o Hyunmoo-5 é considerado um dos mais poderosos mísseis balísticos convencionais do mundo. Acredita-se que seu poder explosivo efetivo é comparável ao de uma ogiva de 11 toneladas, refletindo os avanços em materiais para ogivas.
O míssil tem um alcance máximo de 300 quilômetros e é capaz de destruir bunkers subterrâneos a profundidades de até 100 metros.
Quando o Hyunmoo-5, equipado com uma ogiva de 8 toneladas, atinge um alvo após viajar a mais de dez vezes a velocidade do som, sua força destrutiva é comparável à de uma pequena arma nuclear tática. Como resultado, mesmo alvos fortemente fortificados ou profundamente enterrados, incluindo centros de comando e instalações nucleares e de mísseis norte-coreanas, não escapariam de danos catastróficos, segundo uma fonte militar ouvida pelo jornal sul-coreano Dong-A Ilbo.
