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Helicóptero do Exército da Guiana desaparece com militares de alta patente

Até o momento, não há indicativos de envolvimento da Venezuela no caso

07/12/2023 - 10h45

Internacional 

Rio Essequibo, zona de disputa há décadas entre Guiana e Venezuela (Foto: Wikimedia Commons/Reprodução)

Um helicóptero do Exército da Guiana com sete pessoas a bordo desapareceu nesta quarta-feira perto da fronteira com a Venezuela, em um momento de alta tensão entre os países por uma disputa territorial. A aeronave perdeu contato a 45 quilômetros da fronteira, em uma área com tempo ruim. Até o momento, não há indicativos de envolvimento da Venezuela no caso.


Além de dois tripulantes, cinco oficiais superiores estavam a bordo para irem até uma inspeção das tropas que guardavam a área de fronteira em disputa com a Venezuela, segundo o Brigadeiro Omar Khan.


Estavam a bordo o capitão Charles, o coronel Michael Shahoud, o brigadeiro aposentado Gary Beaton, o tenente Golonel Sean Welcome, o sargento Jason Khan, o tenente-coronel Andio Michaeal Crawford e o cabo Dwayne Jackson.


— Não temos nenhuma informação que sugira que tenha havido algum voo de aeronave venezuelana naquela área. Especulação não é o que eu quero abordar. Nossa prioridade é salvar as vidas de nossos oficiais e patentes. Esse acontecimento, esse incidente, tenho certeza, gerou uma ansiedade adicional neste período que estamos — afirmou o Brigadeiro.


A aeronave Bell 412 EP perdeu contato entre os dois países, precisamente no Essequibo, o território em disputa, declarou o Brigadeiro Omar Khan. O helicóptero partiu da base de Ayanganna às 09h23 desta quarta-feira (06) com destino a Arau. Segundo comunicado das Forças de Defesa da Guiana, a aeronave enviou um sinal do transmissor localizador de emergência às 11h20 desta quarta-feira.


O Exército perdeu contato com a aeronave depois que ela decolou do assentamento de Olive Creek, no oeste da Guiana, após uma parada para reabastecimento. Questionado se a aeronave foi atingida no céu enquanto voava em uma área montanhosa e densamente arborizada, Khan disse que não há indicações de que isso tenha ocorrido.


— Há um telefone via satélite na aeronave além do conjunto de comunicação orgânico e indígena usado para se comunicar com controle rígido. Não tivemos nenhum relato de qualquer interferência relacionada à comunicação. Mas a comunicação por telefone via satélite depende de um céu claro — explicou o militar.


Inicialmente, a expectativa era de que tropas, além da operação de busca e salvamento, descessem para a área de floresta para intensificar as buscas. Mas, o nevoeiro espesso e o tempo ruim impediu restringiram esta opção. Khan também afirmou que o governo dos EUA ajudará nas buscas nesta quinta-feira. (Com AFP)

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