A expansão do saneamento básico está redesenhando as condições de infraestrutura na região de fronteira de Mato Grosso do Sul.
Em uma área marcada pela integração econômica, pela atividade agropecuária e pela proximidade com o Paraguai, seis dos sete municípios que integram a região de Ponta Porã, atendidos pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), já superaram a meta nacional de cobertura de esgoto estabelecida para 2033.
O levantamento referente a setembro de 2026 apresenta resultados expressivos. Ponta Porã, Paranhos e Laguna Carapã alcançaram 99% de cobertura, enquanto Aral Moreira registra 98,51%, Antônio João chega a 97,47% e Amambai apresenta 93,18%. Em Coronel Sapucaia, o índice é de 79,69%.
Os resultados colocam a maior parte dos municípios da região acima dos 90% previstos pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico, demonstrando a dimensão dos investimentos realizados pelo Governo do Estado e seus efeitos sobre a infraestrutura urbana.
Na faixa de fronteira, onde a dinâmica territorial apresenta características próprias, a ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário contribui para proteger os recursos hídricos, reduzir a exposição da população a doenças relacionadas à ausência de saneamento e criar condições mais adequadas à expansão das atividades econômicas.
Nesse contexto, a evolução dos índices é resultado de uma política de investimentos que ultrapassa a execução de obras e consolida o saneamento como elemento estruturante do desenvolvimento regional.
Para o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, os resultados demonstram a importância de conciliar as necessidades atuais dos municípios com as perspectivas de crescimento para as próximas décadas.
“O saneamento é uma infraestrutura que transforma silenciosamente a realidade das cidades. Quando um município alcança índices elevados de cobertura, estamos falando de um investimento que permanece por gerações, protege a saúde da população e preserva o patrimônio ambiental. Na região de fronteira, esses avanços têm um significado ainda mais amplo, porque fortalecem as condições de desenvolvimento e demonstram a capacidade de Mato Grosso do Sul de antecipar compromissos nacionais”, destaca Renato Marcílio.
Investimentos e planejamento de longo prazo
A evolução dos serviços na região de fronteira faz parte da estratégia do governador Eduardo Riedel de acelerar a universalização do saneamento e consolidar o Estado como referência nacional no setor.
O planejamento envolve investimentos da Sanesul e a PPP (Parceria Público-Privada) com a Ambiental MS Pantanal, modelo que permite ampliar a infraestrutura de esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela estatal.
A diversidade dos índices registrados também demonstra a importância de manter o planejamento, tanto para preservar os resultados alcançados quanto para ampliar o atendimento nas localidades que ainda não atingiram os parâmetros nacionais.
Em setembro de 2026, a cobertura de esgoto por localidade atingiu 81,12% nas áreas operadas pela Sanesul, que atua em 68 municípios de Mato Grosso do Sul.
A meta nacional prevê que, até 2033, o Brasil alcance 99% de atendimento com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto.
Com localidades que já ultrapassaram esse patamar, o Estado avança na estratégia de antecipar a universalização, associando a expansão dos serviços à saúde pública, à proteção ambiental e ao desenvolvimento sustentável.
