O setor de serviços continua sendo o principal motor do mercado de trabalho em Campo Grande, responsável por quase 70% das vagas formais criadas entre janeiro e agosto deste ano.
Ao lado da construção civil, o segmento sustenta o saldo positivo de 3.772 empregos na Capital, apesar das perdas registradas no comércio.
Os números constam no Boletim Econômico de Campo Grande, divulgado nesta sexta-feira (16), com base em dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e indicadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Nos oito primeiros meses de 2026, o setor de serviços abriu 2.617 postos de trabalho, seguido pela construção civil, com 1.357. A agropecuária acrescentou 251 vagas e a indústria, 181.
Na contramão, o comércio eliminou 634 empregos formais no período.
Somente em agosto, foram registradas 12.035 contratações e 11.600 demissões, resultando em saldo positivo de 435 vagas.
O desempenho foi sustentado principalmente pelos serviços, que criaram 509 postos, enquanto a construção civil e a indústria encerraram o mês com perdas de 64 e 43 empregos, respectivamente.
Com as movimentações, Campo Grande alcançou 236.926 vínculos formais ativos, crescimento de 23,36% em relação a dezembro de 2019, quando havia 192.055 trabalhadores com carteira assinada.
Outro indicador favorável foi a redução do desemprego. A taxa de desocupação caiu de 4,1% no primeiro trimestre para 3,1% no segundo trimestre de 2026. No mesmo período do ano passado, o índice era de 4,3%.
Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, os dados mostram diferenças entre os setores da economia. Enquanto serviços e construção concentram a geração de vagas, o comércio ainda não conseguiu recuperar os postos perdidos desde janeiro.
O desempenho indica expansão do emprego formal na Capital, mas também revela que a recuperação do mercado de trabalho ocorre em ritmos diferentes entre as atividades econômicas.
