A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil reagiu à ameaça do ministro Alexandre de Mores, do STF (Supremo Tribunal Federal), sobre punir bancos brasileiros que aplicarem sanções estrangeiras, sem a permissão da Justiça do Brasil. O posicionamento foi encaminhado ao Metrópoles, na quinta-feira (21).
Em nota, a representação diplomática dos EUA, em Brasília, afirmou que o país continua firme no “compromisso em responsabilizar violadores de direitos humanos por meio de medidas como as sanções da Lei Global Magnitsky“.
“Essas sanções impostas pela legislação americana são ferramentas essenciais de responsabilização e não podem ser enfraquecidas sem gerar consequências financeiras significativas”, disse a embaixada dos EUA. “As declarações do ministro Alexandre de Moraes, incluindo as que tratam de exigências para bancos brasileiros, estão fundamentalmente equivocadas e refletem um padrão preocupante de abuso de poder judicial”, complementou.
Além de se opor as falas de Moraes, a embaixada ainda questionou o governo brasileiro: “Os líderes eleitos do Brasil agirão de forma decisiva para se opor a essa situação?”.
Não está claro sobre quais “líderes eleitos” o governo norte-americano se refere. A frase, contudo, coincide com a tentativa da oposição em pautar o impeachment de Moraes no Senado.
Até o momento, alas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já coletaram 41 assinaturas. O número é considerado simbólico, já que o andamento da medida depende do presidente da casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), e precisa de 54 votos para ser aprovado, caso entre em votação. (Metrópoles)