A esposa do falecido aiatolá iraniano Ali Khamenei, Mansoureh Khojasteh, morreu nesta segunda-feira (2) em decorrência dos ferimentos sofridos no ataque israelense. O anúncio foi feito pelas autoridades iranianas.
É mais um membro da família do antigo líder supremo do Irã a morrer. Além dele, também foram mortos nos bombardeios de sábado (28) os filhos e a sobrinha.
O clérigo iraniano Alireza Arafi, recém-eleito para o cargo, declarou nesta segunda-feira (2) para a televisão estatal do país que a expectativa é que o novo líder supremo do Irã seja nomeado 'rapidamente'.
Ele foi escolhido como um dos membros do Conselho de Liderança provisória do país após a morte do antigo líder, o aiatolá Ali Khamenei.
A Assembleia de Peritos, composta por 88 membros, um grupo formado principalmente por clérigos, escolherá um substituto para o líder supremo, que foi assassinado no sábado (28). Mas ainda não há um sucessor definido.
Arafi integra um conselho de liderança temporário que inclui o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe linha-dura do judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei. Arafi acrescentou que as instituições estatais continuam a funcionar 'sob estas circunstâncias extremamente difíceis'.
Em um comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira (2), os países árabes do Golfo, aliados dos Estados Unidos, afirmaram que os ataques iranianos contra seus territórios é 'inaceitável' e que uma resposta virá.
A informação foi divulgada pela rede de televisão pan-árabe Al Jazeera, que citou declarações, entre outras, de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, que afirmou que os ataques iranianos em curso 'não podem ficar sem retaliação'.
Em uma declaração conjunta, Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos reafirmam 'o direito à autodefesa' contra esses ataques para 'defender nossos cidadãos'.
Israel afirmou nesta segunda-feira (2) que os ataques contra o Irã desde sábado (28) mataram diversos membros importantes da inteligência iraniana. O porta-voz militar destacou que, entre os mortos, está Sayed Yahya Hamidi, vice-ministro da inteligência iraniana responsável por 'assuntos israelenses', e Jalal Pour Hossein, chefe da divisão de espionagem do Ministério da Inteligência.
'Durante a guerra, soldados israelenses encontraram diversos documentos na Faixa de Gaza que revelavam repetidas tentativas de estabelecer uma sala de operações conjunta de inteligência entre as organizações terroristas Hezbollah e Hamas e a Guarda Revolucionária Islâmica do Líbano, liderada por pessoal do Ministério da Inteligência iraniano', comentou ele.
O comunicado acrescenta que o 'ministério, sujeito a sanções dos EUA há anos, também é o principal instrumento do regime iraniano para monitorar as atividades da população civil, fornecendo as informações que possibilitaram a violenta repressão de protestos ao longo dos anos'.
Os ataques mais recentes dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã mataram três membros da Guarda Revolucionária e cinco militares, de acordo com comunicados oficiais divulgados nesta segunda-feira (2).
'Três membros da Guarda Revolucionária Islâmica foram mortos' em um ataque a um destacamento na província de Lorestan, no oeste do país, segundo um comunicado oficial da Guarda Revolucionária, de acordo com a agência de notícias ISNA.
Em um ataque separado na cidade de Khorramabad, no oeste do país, 'cinco membros do exército iraniano foram mortos', informou a agência de notícias Tasnim, citando um comunicado do exército.
O governo de Israel afirmou nesta segunda-feira (2) que irá intensificar os ataques nas próximas horas e dias contra 'elementos-chave do regime iraniano'. A afirmação das Forças de Defesa de Israel acontece após o país avaliar que o Irã está tentando realizar bombardeios de mísseis balísticos maiores e mais coordenados contra o território israelense.
Segundo o Comando da Defesa Civil de Israel, os ataques com mísseis contra Israel no último dia consistiram em nove a 30 mísseis por vez, com longos intervalos entre cada lançamento. O Irã não lançou nenhum míssil balístico contra Israel durante a noite.
Isso contrasta com as salvas de dois a três projéteis, com intervalos mais curtos entre cada lançamento, durante o primeiro dia do conflito.
As Forças de Defesa de Israel acreditam que o Irã está tendo dificuldades para coordenar ataques ainda maiores, com dezenas de mísseis lançados simultaneamente, enquanto a Força Aérea Israelense busca localizar seus lançadores.
O Comando da Defesa Civil também confirma que o Irã lançou um míssil balístico com uma ogiva de bomba de fragmentação contra o centro de Israel na noite passada. (Com g1)

diz que "grande onda" ainda está por vir contra o Irã" title="À CNN, Trump