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Líder da oposição no Senado aciona PGR após divulgações do Twitter Files BR

Segundo Rogério Marinho, a ação tem a assinatura de mais de 40 parlamentares no Senado e na Câmara 

12/04/2024 - 09h12

São Paulo 

Com CNN

Ação tem a assinatura de mais de 40 parlamentares oposicionistas no Senado e na Câmara, segundo Marinho (Foto: Valter Campanato/ABr)

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou, nesta quinta-feira (11), que entrou com representação na PGR (Procuradoria-Geral da República) e na ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) para investigar “denúncias graves” sobre interferência no X (antigo Twitter).


Segundo Marinho, a ação tem a assinatura de mais de 40 parlamentares oposicionistas no Senado e na Câmara dos Deputados.


“É importante que todos nós tenhamos a possibilidade de respeitar e entender a Constituição brasileira. Ninguém pode estar acima da lei, ninguém pode atropelar a Constituição. E por isso é importante que essa denúncia seja apurada e não o denunciante”, disse o senador.


A questão, chamada de Twitter Files Brazil, ficou conhecida após o jornalista norte-americano Michael Shellenberger publicar reportagens com e-mails trocados entre representantes do X do Brasil e dos Estados Unidos de 2020 a 2022.


Na época, os funcionários relataram pedidos repetidos da Justiça e do Congresso brasileiro para que a plataforma revelasse dados pessoais de perfis na rede social. A empresa teria recusado parte das determinações.


Em entrevista à CNN nesta semana, o jornalista reafirmou que TSE pressionou o X por dados, mas admitiu não ter documentos da Corte.


Em audiência no Senado nesta quinta, Shellenberger disse que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), parece agir como legislador e não como um juiz.


A afirmação ocorreu durante uma fala sobre o que ele definiu como “complexo industrial da censura” em curso em vários países.


“Muitas partes do complexo industrial da censura são semelhantes ao que a gente tem nos Estados Unidos e estão fazendo na Europa. Mas aqui no Brasil, como em muitas outras coisas, é mais agressivo.


As decisões de Alexandre de Moraes são muito fortes, muito sérias. A nós, nos Estados Unidos, ele parece agir como legislador, não somente um juiz”, declarou.

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