O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) votou na manhã deste domingo (25), na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, no Jardim dos Estados, em Campo Grande.
Após deixar a seção eleitoral, comentou o cenário da disputa presidencial e demonstrou confiança no desempenho de Flávio Bolsonaro (PL), que enfrenta Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
Responsável pela coordenação da campanha do PL nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, o ex-governador avaliou que a mobilização das últimas semanas poderá influenciar o resultado das urnas.
Segundo ele, lideranças que apoiaram outros candidatos, inclusive Lula, no primeiro turno passaram a integrar o grupo político de Flávio Bolsonaro.
A estratégia envolveu reuniões com prefeitos, parlamentares e representantes municipais para ampliar o apoio ao candidato. Azambuja também citou as manifestações realizadas no sábado (24), especialmente a carreata na Avenida Afonso Pena, como demonstração de engajamento dos eleitores.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 873.351 votos em Mato Grosso do Sul, o equivalente a 58,6% dos votos válidos. Lula obteve 516.855 votos, ou 34,7%. Apesar da vantagem estadual, o resultado da eleição presidencial depende da soma dos votos em todo o país.
Pesquisas indicam disputa apertada
Levantamentos divulgados na véspera da votação pelos institutos Datafolha, Quaest e PoderData apontaram 51% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula. A diferença configura empate técnico, consideradas as margens de erro.
Azambuja, no entanto, acredita que o candidato do PL poderá alcançar uma votação superior à indicada pelas pesquisas. Durante a campanha, o senador eleito estabeleceu como meta chegar a 70% dos votos válidos em Mato Grosso do Sul.
O ex-governador também criticou a condução da economia pelo governo federal, mencionando gastos públicos, endividamento e crescimento econômico. As declarações fazem parte de sua avaliação política sobre a atual administração.
A votação em Mato Grosso do Sul segue até as 16h, pelo horário local. Azambuja informou que acompanhará a apuração no comitê do PL em Campo Grande, onde integrantes do partido e aliados deverão se reunir após o fechamento das urnas.
