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Economia

Inflação fecha o ano em 4,26%, dentro do teto da meta pela 1ª vez 

O índice não ficava dentro do intervalo da meta no acumulado fechado de um ano desde 2019

Conjuntura Online
09/01/26 às 09h25
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Embora a inflação dos alimentos tenha acelerado na variação mensal, as quedas nos preços desse grupo registradas ao longo do ano foram essenciais para que o índice ficasse dentro da meta em 2025 (Foto: Alexandre Cassiano)

A inflação fechou em 4,26% no ano de 2025, abaixo do teto da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) em 3%, com margem de 1,5 pontos percentuais para cima e para baixo.

Essa é a primeira vez que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fica dentro deste intervalo no acumulado fechado de um ano desde 2019, quando ficou em 4,31%, sendo também a primeira vez dentro do atual governo Lula que esse número é registrado.

O resultado, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, representa um alívio para o presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, que não precisará redigir a carta para justificar inflação fora da meta, documento que ele já escreveu duas vezes desde o início de seu mandato, no início deste ano.

Economistas acreditam que a elevação da taxa básica de juros, a Selic, pelo Copom (Comitê de Política Monetária do BC), que chegou a 15% ao ano, maior nível desde 2006, foi essencial para que a inflação chegasse ao fim do ano abaixo dos 4,5%. Com isso, analistas já veem probabilidade do ciclo de cortes de juros ter início em 2026.

O número veio levemente abaixo das expectativas dos analistas de mercado ouvidos pela Bloomberg, que projetavam alta de 4,27% no acumulado do ano. Em 2024, o IPCA fechou em 4,83%.

"Esse é o quinto menor resultado da série desde o plano Real, ou seja, nos últimos 31 anos. Antes dele, temos 1998 (1,65%), 2017 (2,95%), 2006 (3,14%) e 2018 (3,75%)", destacou Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa.

Embora a inflação dos alimentos tenha acelerado na variação mensal de dezembro, as quedas nos preços registradas ao longo do ano foram essenciais para que o índice ficasse dentro do teto da meta em 2025. O grupo — que representa o maior peso do índice — desacelerou na comparação do resultado de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025, com destaque para a alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%.

Por seis meses seguidos (de junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou quedas nos preços, acumulando recuo de 2,69%.

Por outro lado, a maior pressão na variação anual veio do grupo habitação, que inclui a energia elétrica e acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%.

Na variação mensal, o IPCA acelerou para 0,33%, em linha com as estimativas dos analistas, após registrar 0,18% em novembro. Esse foi o melhor resultado para um mês de dezembro desde 2018, quando foi de 15%. (Com O Globo)

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