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Economia

Preços sobem 0,84% em fevereiro, puxados por mensalidades escolares

Em 2026, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e de 4,10% em 12 meses, abaixo dos 4,50% registrados no período imediatamente anterior

Conjuntura Online
27/02/26 às 09h15
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Imagem ilustrativa de uma sala de aula. (Foto: Agência RBS)

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), prévia da inflação oficial, foi de 0,84% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Essa foi a maior alta para um mês desde fevereiro de 2025, quando o índice avançou 1,23%. Em 2026, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% no ano e de 4,10% em 12 meses, abaixo dos 4,50% registrados no período imediatamente anterior.

A expectativa dos economistas era de que o IPCA-15 subisse entre 0,56% e 0,57% em fevereiro. O resultado, portanto, ficou acima do esperado.

Segundo o IBGE, o grupo Transportes teve o maior impacto sobre a prévia da inflação de fevereiro. Ainda assim, o principal fator de pressão veio de Educação, impulsionado sobretudo pelos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos no início do ano letivo.

Esse grupo apresentou a maior variação entre os nove pesquisados, com avanço de 5,20% e impacto de 0,32 ponto percentual.

Além de Educação, Transportes registrou a segunda maior alta do mês, de 1,72%. Os demais grupos tiveram resultados que variaram entre a queda de 0,42% em Vestuário e a alta de 0,67% em Saúde e cuidados pessoais.

Veja abaixo a variação dos grupos em fevereiro
- Alimentação e bebidas: 0,20
- Habitação: 0,06
- Artigos de residência: 0,21
- Vestuário: -0,42
- Transportes: 1,72
- Saúde e cuidados pessoais: 0,67
- Despesas pessoais: 0,20
- Educação: 5,20
- Comunicação: 0,39

O que influenciou a prévia da inflação

A prévia da inflação de fevereiro foi puxada principalmente pelos reajustes na área de Educação, que subiu 5,20%. Isso porque, no começo do ano, escolas e cursos costumam reajustar as mensalidades.

Os maiores aumentos foram:

- ensino médio (8,19%);
- ensino fundamental (8,07%);
- pré-escola (7,49%).

O grupo de Transportes teve alta de 1,72%. As passagens aéreas subiram 11,64%, e os combustíveis ficaram mais caros em média 1,38%, com destaque para o etanol (2,51%), a gasolina (1,30%) e o diesel (0,44%). O gás veicular foi exceção, com queda de 1,06%.

Também houve aumento nas tarifas de metrô, trem, ônibus e táxi em várias cidades, como São Paulo, Brasília, Fortaleza, Salvador e Rio de Janeiro.

Em Saúde e cuidados pessoais, os preços avançaram 0,67%, puxados principalmente pelos produtos de higiene pessoal (0,91%) e pelos planos de saúde (0,49%).

No grupo Alimentação e bebidas, a alta foi de 0,20%. Os alimentos consumidos em casa subiram 0,09%, com destaque para: o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%).

- o tomate (10,09%);
- carnes (0,76%)

Por outro lado, ficaram mais baratos:

- arroz (-2,47%); -

frango em pedaços (-1,55%);

-  frutas (-1,33%);

Comer fora também ficou mais caro: a alimentação fora do domicílio subiu 0,46%, com aumento das refeições (0,62%) e dos lanches (0,28%).

Já o grupo Habitação teve alta leve de 0,06%, influenciado pelo aumento da água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%).

Em contrapartida, a energia elétrica caiu 1,37%, ajudando a conter a inflação no mês, já que a bandeira tarifária estava verde, sem cobrança extra. (Com g1 - SP)

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