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Produção industrial de MS se mantém estável na maior parte das empresas

Setor alcança o melhor resultado para fevereiro

29/03/2021 - 10h53

Campo Grande

Setor industrial de MS tem melhor desempenho (Foto: Divulgação )

A produção industrial de Mato Grosso do Sul registrou um bom resultado apesar da pandemia do novo coronavírus e alcançou em fevereiro de 2021 o melhor resultado já registrado para o mês em toda a série histórica iniciada em 2010, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 64 empresas no período de 1º a 10 de março deste ano.


Segundo o levantamento, 81% das empresas industriais do estado apresentaram estabilidade ou aumento na produção (62% das empresas com produção estável e 19% com crescimento). 


“Comparando com o mesmo mês do ano passado, essa participação foi superior em 12 pontos percentuais. Com esse desempenho, o índice de evolução da produção fechou fevereiro de 2021 com crescimento de 3,6 pontos na comparação com igual mês do ano anterior e de 4,1 pontos sobre a média histórica obtida para o mês”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.


Além disso, a utilização da capacidade instalada alcançou o maior patamar para o mês de fevereiro dos últimos sete anos. 


“Em fevereiro, 67% dos respondentes disseram que a utilização da capacidade instalada ficou igual ou acima do usual para o mês, resultado 3 pontos percentuais maior que o verificado no mesmo mês do ano passado. Já o patamar médio de utilização da capacidade total ficou em 70%, indicando aumento de 4 pontos percentuais em relação a fevereiro de 2020. Por fim, o indicador de uso efetivo em relação ao usual fechou o mês de fevereiro em 46,1 pontos, resultado 3,7 pontos acima da média histórica obtida para o mês”, informou Ezequiel Resende.


Perspectivas


Com relação ao índice de expectativa do empresário industrial, coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems explica que a demanda atingiu 57,5 pontos, sinalizando expectativa de aumento para os próximos seis meses a partir de março e, em relação ao mês anterior, o índice apresentou estabilidade. “Em março, 37,5% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses. Por outro lado, para o mesmo período, 12,5% preveem queda. Já as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 50% do total”, explicou.


A respeito dos empregados, foram atingidos 53,3 pontos, sinalizando que o número de empregados deve aumentar nos próximos seis meses a partir de março e, em relação ao mês anterior, o índice apresentou estabilidade. “Em março, 20,3% das empresas disseram que o número de empregados deve aumentar nos próximos seis meses. Por outro lado, 7,8% acreditam que esse número deve cair, enquanto 71,9% das empresas esperam manter o número de funcionários estável”, destacou o economista.


No caso das exportações, foram 50 pontos, sinalizando que o volume exportado deve permanecer estável nos próximos seis meses a partir de março, enquanto em relação ao mês anterior, o índice apresentou recuo de 2,2 pontos. “Em março, 4,7% dos respondentes disseram esperar aumento nas exportações de seus produtos nos próximos seis meses, enquanto 4,5% acreditam que deva ocorrer queda. Já as empresas que preveem estabilidade para suas exportações responderam por 19,0% do total. Por fim, 71,8% disseram que não exportam”, disse Ezequiel Rezende.


Sobre intenção de investimento, o índice segue em patamar positivo, porém a perspectiva de realização nos próximos seis meses é menor, quando comparado com o último levantamento. 


“Em março, o índice de intenção de investimento do empresário industrial ficou em 57,9 pontos, resultado 5,9 pontos maior que a média histórica obtida para o mês, mas 3 pontos menor que o resultado apurado em fevereiro. Mesmo assim, o atual levantamento segue refletindo uma alta participação das empresas industriais que pretendem realizar investimentos nos próximos seis meses, correspondendo a 61,0% do total. Por fim, os resultados variam de 0 a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir”, argumentou.

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