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Uma das metas da Sanesul é manter a segurança hídrica, diz Walter Carneiro Jr.

Ele destacou na entrevista que a escassez de chuva afetou principalmente a lavoura de milho em Mato Grosso do Sul

08/09/2021 - 14h50

Campo Grande

Waltinho durante entrevista à FM Capital (Foto: Divulgação )

Uma das metas da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) é manter a segurança hídrica durante o período de estiagem, que tem refletido principalmente na queda da produção agrícola e afetado substancialmente o preço dos produtos da cesta básica.


Essa leitura foi feita na manhã desta quarta-feira (8) pelo diretor-presidente da empresa, Walter Carneiro Jr., durante entrevista ao programa Capital Meio Dia, com o radialista Joel Silva.


Essa, aliás, não é a primeira vez que o diretor da companhia de saneamento se pronuncia sobre o assunto, que, segundo ele, tem preocupado tanto a Sanesul quanto as autoridades públicas e a população.


Ele destacou na entrevista que a escassez de chuva afetou principalmente a lavoura de milho em Mato Grosso do Sul, um estado essencialmente agrícola, comprometendo consequentemente a balança comercial.  


“O nosso desafio é manter a segurança hídrica nos sistemas que nós operamos. Você entra na mídia e a todo momento ver a questão da seca, os órgãos nacionais emitindo avisos, o estado e os municípios  decretando emergência, em razão da falta de chuva”, observou o dirigente.


Para Walter Carneiro Jr., esse ano foi atípico porque normalmente o período de estiagem ocorre entre agosto e setembro e este ano a seca começou a ser registrada em maio.


“A gente está convivendo com isso de maneira mais acentuada ano a ano. Este ano, a gente teve uma estiagem que foi considerada a maior dos últimos 100 anos, os aquíferos, os rios, os poços não tiveram essa recomposição hídrica. E isso comprometeu toda uma safra, nosso estado, que é essencialmente agrícola, teve a safra de milho completamente comprometida, o que vai certamente refletir diretamente na balança comercial, acrescentou.


O diretor disse que, com base nessa situação, a empresa tem atuado forte no trabalho preventivo e já perfurou mais de 30 poços nos municípios, incluindo distritos, como forma de superar o período de estiagem e levar o consumo de água tratada de boa qualidade para a população. 


O dirigente aproveitou para fazer um apelo aos consumidores atendidos pela empresa sobre o uso racional da água nesse período do ano, lembrando, no entanto, que, apesar da crise hídrica, a Sanesul tem cumprido o seu papel institucional de levar um produto de boa qualidade às residências nos 68 municípios em que opera.


ÁREA DE COBERTURA


Walter Carneiro Jr. falou sobre os investimentos da Sanesul nos municípios por determinação do governador Reinaldo Azambuja, com  destaque para a Rota do Saneamento, programa idealizado pela diretoria da empresa que inclui obras de infraestrutura de saneamento como abastecimento de água e esgotamento sanitário.


Ele pontuou na entrevista as obras que estão sendo entregues e o anúncio de novos investimentos visando principalmente a meta de universalização do esgotamento sanitário nos municípios.


“Nós estamos caminhando a passos largos, nós estamos atendendo a uma determinação feita pelo governador Reinaldo Azambuja que é universalizar o serviço de esgotamento sanitário nos municípios de Mato Grosso do Sul, a nossa meta é ser o primeiro estado do Brasil a garantir esse serviço”, disse.


Walter Carneiro Jr. garantiu que a Rota do Saneamento, que inclui a participação dos demais diretores da empresa, já percorreu 20 municípios e que a média da área de cobertura de esgoto é algo em torno de 55%.


“Hoje, nos nossos municípios atendidos, tem algo em torno de 55% de área de cobertura, em média, uns mais, outros menos, e estamos caminhando a passos largos para no máximo 10 anos fazer essa universalização e trazer essa marca, esse selo, de ser o primeiro estado do Brasil a universalizar esse serviço que reflete diretamente na vida do cidadão, colocou.


Segundo ele, quando se fala em saneamento, contribuem-se diretamente nos índice de desenvolvimento humano e de crescimento econômico dos municípios e, fundamentalmente, na área de saúde. “Com isso, diminui-se algo em torno de 30%   da ocupação das unidades básicas de saúde, isso faz com que os municípios tenham economia nessa despesa e possam investir em outros setores, em outras demandas, e agente cumpre o nosso papel institucional que é fazer investimentos para melhorar a condição de vida de cada sul-mato-grossense”.

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