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Conselheiros do São Paulo aprovam impeachment de Julio Casares

Presidente perde votação no Conselho Deliberativo e terá futuro discutido entre os sócios; Harry Massis Júnior, de 80 anos, assume o cargo imediatamente

Conjuntura Online
16/01/26 às 22h42
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Julio Casares é afastado do São Paulo. (Foto: Reprodução)

Julio Casares está afastado preventivamente da presidência do São Paulo. Em reunião híbrida do Conselho Deliberativo nesta sexta-feira, no Morumbis, 188 conselheiros votaram a favor do impeachment do presidente. Foram 45 votos contra e dois em branco.

O vice-presidente Harry Massis Júnior, de 80 anos, assume o cargo imediatamente. Ele é empresário do ramo hoteleiro e possui uma rede de estacionamentos na capital paulista.

“Hoje não é um dia simples para o nosso clube. É um dia de responsabilidade. Assumo a presidência com muito respeito à história dessa instituição e, principalmente, à torcida, que é o maior patrimônio que nós temos. Todos sabem que vivemos um momento difícil. Existem investigações em andamento e elas precisam ser tratadas com seriedade, calma, respeito às instituições e ao direito de defesa de cada pessoa envolvida.

O que posso dizer com clareza é que o clube vai continuar competindo e honrando sua camisa e sua história. A presidência que começa hoje tem um compromisso simples e firme: cuidar do clube, proteger a instituição e agir com responsabilidade e transparência. Não é hora de julgamentos precipitados nem de discurso vazio”, afirmou Massis, em pronunciamento após o anúncio do resultado da votação.

“Estou triste. Não era isso que eu queria. O São Paulo não merece o que aconteceu. Nunca gostaria de ter assumido assim”, reforçou o novo presidente.

Derrotado no Conselho, Casares está fora da presidência até que o impeachment seja votado em Assembleia Geral entre os sócios do clube. A votação vai ocorrer em no máximo 30 dias.

Para ser aprovado, o impeachment de Casares precisava de 170 votos a favor nesta sexta-feira, o que representa dois terços dos 254 conselheiros do São Paulo. Se a destituição tivesse menos votos do que isso, o dirigente seguiria no poder.

A reunião desta sexta-feira foi híbrida, com possibilidade de participação à distância e presencial no Morumbis. Ao todo, 223 conselheiros participaram, sendo 168 de forma presencial e 55 online. O voto foi secreto. (Globo Esporte)

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