A sequência de resultados negativos custou o emprego de Fernando Diniz no Corinthians. O treinador foi demitido na noite de quarta-feira (7), depois da derrota por 2 a 1 para o Internacional, no Beira-Rio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Com o resultado, o Corinthians chegou à sétima derrota consecutiva na competição e permaneceu com 32 pontos, ocupando a 16ª colocação, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.
A situação aumentou a pressão sobre a diretoria, que decidiu interromper o trabalho do técnico após seis meses.
Diniz havia assumido o comando da equipe em abril, substituindo Dorival Júnior. Durante sua passagem, acumulou 13 vitórias, oito empates e 12 derrotas em 33 partidas oficiais, com aproveitamento de 47,5%. O treinador também enfrentou eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores.
A demissão ocorreu poucos dias depois de a direção corintiana ter decidido manter o técnico durante a pausa do calendário para a Data Fifa. Mesmo com tempo para realizar ajustes, a equipe voltou a perder, tornando insustentável a continuidade do trabalho.
O executivo de futebol Marcelo Paz reconheceu a necessidade de uma mudança para tentar interromper a crise. Segundo o dirigente, a decisão foi tomada em conjunto com o presidente Osmar Stabile, diante da dificuldade da equipe em reagir no campeonato.
Além de Diniz, deixam o clube os auxiliares Ricardo Cobalchini e Evandro Fornari e o preparador físico Wagner Bertelli.
Agora, o Corinthians busca um substituto com urgência. O argentino Ramón Díaz, que já comandou o time entre 2024 e 2025, aparece como principal candidato para reassumir o cargo. A diretoria pretende definir o novo treinador antes do clássico contra o Palmeiras, marcado para domingo (11), às 17h30, pela 30ª rodada do Brasileirão.
A troca no comando técnico acontece em um momento decisivo da temporada. Sem margem para novos tropeços, o Corinthians precisa voltar a pontuar para evitar que a crise de resultados termine com a entrada da equipe na zona de rebaixamento.
