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Defesa de Suzane diz que ela foi nomeada gestora da herança de tio

Em nota, advogados de Silvia Magnani se dizem surpreendidos; ela alega ser ex-companheira do tio de Suzane e reivindica nomeação em espólio

Conjuntura Online
06/02/26 às 08h18
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Suzane von Richthofen recebeu uma pena de 39 anos de prisão, sentença depois reduzida para 34 anos, pelo assassinato dos pais em 2002 (Foto: Reprodução/YouTube/Instagram/Su Entre Linhas)

A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio de seu tio materno, Miguel Abdalla Neto, falecido em janeiro, de acordo com a defesa de Silvia Magnani, que se apresenta como ex-companheira de Miguel e trava uma briga jurídica pela herança.

Em nota, os advogados de Silvia dizem que a decisão foi recebida com "profunda preocupação" e reforçaram que ela foi companheira de Miguel por mais de uma década. A defesa também questiona a legitimidade de Suzane para a função.

Ao se tornar a inventariante, Suzane será a pessoa responsável pela administração e representação do conjunto de bens, direitos e obrigações deixados pelo tio.

Contestação judicial e união estável

As advogadas de Silvia Magnani argumentam que a nomeação ocorreu de forma prematura, antes do encerramento do prazo para a apresentação de documentos que comprovam a união estável entre ela e o falecido.

Caso a união seja reconhecida, segundo os advogados, Silvia teria prioridade ou participação direta na sucessão, o que poderia anular a gestão de Suzane.

Anteriormente, a defesa de Silvia já havia apontandado o histórico penal de Suzane e atos praticados por ela após a morte do tio, como a soldagem de portões da residência e a retirada de um veículo sem autorização judicial, como formas de violação da administração isenta e segura do patrimônio.

O que se sabe sobre as alegações de Suzane

Em documentos que a defesa de Suzane teve acesso, ela alega que as medidas tomadas na residência do tio, no bairro Campo Belo, foram atos isolados de preservação patrimonial.

Segundo a defesa de Suzane, o imóvel sofreu invasões e furtos de dinheiro, móveis e documentos logo após a divulgação do óbito pela imprensa.

O veículo, que está em posse de Suzane, teria sido guardado em "local seguro" à espera da deliberação judicial, que nessa quinta-feira, conferiu à Suzane o direito de fazer a gestão dos bens.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Suzane von Richthofen para um posicionamento sobre a decisão. O espaço segue aberto. (Com CNN - SP)

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