Um empresário brasileiro que mora no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, foi detido pelo ICE, a agência de Imigração e Fronteiras norte-americana.
Conforme o senador democrata Jamie Eldridge, o caso aconteceu no último dia 28. Trata-se de Maximiano Fernandes, 40 anos, natural de Porto Alegre. Ele é dono do Stow Cafe.
"Agradecemos a todos que nos alertaram sobre a prisão do Max, dono do Stow Cafe, pelo ICE. O deputado Hogan e eu estamos prestando apoio à família", escreveu em uma postagem o senador.
Contexto: Agentes do ICE estão sendo empregados pelo governo de Donald Trump para procurar imigrantes em situação irregular e detê-los. Os alvos, em geral, são as chamadas “cidades-santuário”, que concentram grande número de estrangeiros.
Segundo o governo, o ICE não precisa de mandados judiciais para prender imigrantes que vivem ilegalmente no país.
O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) afirma que os agentes estão autorizados a deter qualquer pessoa suspeita de estar em situação irregular.
O órgão diz ainda que todos os estrangeiros que violarem a lei de imigração dos EUA estão sujeitos à prisão, mesmo sem antecedentes criminais.
De acordo com o governo americano, os agentes do ICE também estão autorizados a usar máscaras para evitar serem reconhecidos por civis e terem dados pessoais expostos. O argumento é de que as famílias dos servidores poderiam ser colocadas em risco.
Ao The Boston Globe, a secretária adjunta do DHS, Tricia McLaughlin, disse que o brasileiro foi detido por exceder o prazo de seu visto de turista e que ele permanecerá sob custódia do ICE enquanto aguarda os procedimentos de imigração.
Em comunicado nas redes sociais, a polícia de Stow disse que não participou efetivamente da prisão e "não se envolve em políticas de imigração".
O café é registrado no nome de Maximiano e foi inaugurado em maio de 2011. Ele e o sócio trabalhavam juntos em outro restaurante antes de abrirem o negócio.
Maximiano mora há pelo menos 15 anos nos EUA. Ele é casado com uma brasileira e pai de trigêmeas de 3 anos, de uma adolescente e também é padrasto de um adolescente.
O g1 entrou em contato com o Itamaraty para verificar a situação de Maximiano Fernandes, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. (Com g1 - Rs)
