O Exército Brasileiro quer avançar na aquisição de drones, com foco em modelos armados, como os drones “kamikaze” ou capazes de lançar munições.
Segundo relatos de militares à CNN Brasil, o foco no desenvolvimento e na compra de tecnologias de drones e antidrone está no centro das preocupações das Forças Armadas.
O uso massivo de drones tem sido uma das marcas das guerras modernas e se consolidou como uma das principais armas empregadas no conflito entre Rússia e Ucrânia, ao lado de mísseis de cruzeiro.
A corrida por soluções de defesa baseadas nesse tipo de tecnologia movimenta bilhões em pesquisa e desenvolvimento na indústria de defesa, impulsionada pela demanda crescente de governos por sistemas cada vez mais sofisticados, versáteis e de menor custo operacional.
No dia 23 de dezembro, o Exército publicou uma Requisição de Informações (Request for Information – RFI), direcionada a empresas.
O objetivo do RFI é mapear as capacidades do mercado, identificar tecnologias disponíveis e medir o interesse da indústria em projetos envolvendo drones, com foco especial em sistemas de ataque, ou seja, drones armados.
Essa etapa não envolve compra nem contratação. Trata-se de uma fase preliminar, usada pelas Forças Armadas para entender o que já existe no mercado, quais soluções são viáveis e quais requisitos técnicos poderão ser exigidos em uma eventual aquisição
Após a fase de RFI, o processo pode avançar para uma Requisição de Cotação (Request for Quotation – RFQ), quando o Exército passa a solicitar estimativas de preços e condições comerciais das soluções apresentadas.
Em um estágio mais avançado, a Força pode lançar uma Requisição de Propostas (Request for Proposal – RFP), que já é uma solicitação formal. Nesse caso, as empresas precisam apresentar propostas completas, incluindo valores, cronograma de entrega, requisitos técnicos, transferência de tecnologia e suporte logístico.
A partir da RFP, o Exército avalia as propostas e pode, então, dar início ao processo de contratação. (Com CNN)