Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul | Sábado, 03 de outubro de 2026
Geral

Governo inicia superpoços para levar água a 30 mil indígenas em Dourados

Projeto prevê investimento de R$ 50 milhões para enfrentar problema de abastecimento que se arrasta há décadas nas aldeias Jaguapiru e Bororó

Conjuntura Online
24/09/26 às 16h37
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Agesul inicia perfuração de superpoços nas aldeias Jaguapiru e Bororó. (Foto: Victor Arguelho)

O Governo de Mato Grosso do Sul iniciou a perfuração de dois superpoços para ampliar o abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados.

A obra abre a primeira etapa de um projeto de R$ 50 milhões planejado para atender quase 30 mil pessoas até 2033.

Atualmente, as duas comunidades somam cerca de 20 mil moradores e enfrentam problemas de falta d'água há décadas.

A população reunida nas aldeias, inclusive, supera a de dezenas de municípios de Mato Grosso do Sul.

A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) executa a primeira fase, que prevê um poço em cada aldeia.

As estruturas chegarão a mais de 600 metros de profundidade para captar água do Aquífero Guarani e terão capacidade estimada de 300 mil litros por hora cada.

O investimento é de R$ 4,49 milhões por poço, com recursos do Ministério da Saúde repassados pela Caixa Econômica Federal. A execução é coordenada pela Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), por meio da Agesul.

O projeto, elaborado pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), vai além da abertura dos poços. As próximas etapas incluem reservatórios, adutoras, ampliação das redes de distribuição e implantação de estruturas para tratamento e controle da qualidade da água.

Segundo o Governo do Estado, o sistema foi dimensionado considerando o crescimento populacional das comunidades e deverá melhorar tanto a regularidade quanto a pressão da água distribuída entre Jaguapiru e Bororó.

O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, classificou o início das obras como um passo para enfrentar uma demanda histórica das comunidades indígenas.

“Não estamos apenas iniciando uma obra; estamos começando a superar uma dívida histórica. Água é saúde, é dignidade, é vida”, afirmou.

Após a conclusão das diferentes etapas, a expectativa é ampliar a capacidade de abastecimento e garantir maior regularidade no fornecimento de água potável às famílias das comunidades Guarani, Kaiowá e Terena.

Últimas em Geral
VER TODAS AS NOTÍCIAS
Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul
Conjuntura Online - Copyright © 2004-2026. Todos os direitos reservados.