O Governo de Mato Grosso do Sul iniciou a perfuração de dois superpoços para ampliar o abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados.
A obra abre a primeira etapa de um projeto de R$ 50 milhões planejado para atender quase 30 mil pessoas até 2033.
Atualmente, as duas comunidades somam cerca de 20 mil moradores e enfrentam problemas de falta d'água há décadas.
A população reunida nas aldeias, inclusive, supera a de dezenas de municípios de Mato Grosso do Sul.
A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) executa a primeira fase, que prevê um poço em cada aldeia.
As estruturas chegarão a mais de 600 metros de profundidade para captar água do Aquífero Guarani e terão capacidade estimada de 300 mil litros por hora cada.
O investimento é de R$ 4,49 milhões por poço, com recursos do Ministério da Saúde repassados pela Caixa Econômica Federal. A execução é coordenada pela Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), por meio da Agesul.
O projeto, elaborado pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), vai além da abertura dos poços. As próximas etapas incluem reservatórios, adutoras, ampliação das redes de distribuição e implantação de estruturas para tratamento e controle da qualidade da água.
Segundo o Governo do Estado, o sistema foi dimensionado considerando o crescimento populacional das comunidades e deverá melhorar tanto a regularidade quanto a pressão da água distribuída entre Jaguapiru e Bororó.
O vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, classificou o início das obras como um passo para enfrentar uma demanda histórica das comunidades indígenas.
“Não estamos apenas iniciando uma obra; estamos começando a superar uma dívida histórica. Água é saúde, é dignidade, é vida”, afirmou.
Após a conclusão das diferentes etapas, a expectativa é ampliar a capacidade de abastecimento e garantir maior regularidade no fornecimento de água potável às famílias das comunidades Guarani, Kaiowá e Terena.
