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Guerra de facções deixa três mortos em MS em menos de 24 horas

Dois assassinatos ocorreram em Campo Grande e outro em Maracaju. Crimes foram registrados no mesmo dia em que quatro suspeitos morreram durante operação policial em Sidrolândia.

Conjuntura Online
11/10/26 às 08h34
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Entre os casos, Kaik Wisllei Fernandes foi executado na Capital. (Foto: Divulgação)

A violência associada à disputa entre facções criminosas voltou a ganhar destaque em Mato Grosso do Sul após três assassinatos registrados entre sexta-feira (9) e a madrugada de sábado (10).

Dois homens foram mortos a tiros em Campo Grande e um terceiro em Maracaju, em uma sequência de ataques que aumenta a preocupação com a atuação de organizações criminosas no Estado.

Os casos foram divulgados no sábado e ocorrem em meio à disputa territorial entre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).

Embora os crimes sejam investigados nesse contexto, a participação de facções e a motivação de cada homicídio ainda precisam ser esclarecidas.

Jovem é executado dentro de borracharia na Capital

Um dos assassinatos ocorreu no fim da tarde de sexta-feira (9), no Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande. Kaik Wisllei Fernandes, de 22 anos, foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta Honda Twister vermelha enquanto estava em uma borracharia na Rua Medrado.

Câmeras de segurança registraram a execução. As imagens mostram a vítima tentando escapar dos disparos, mas sendo atingida durante a fuga. Mesmo depois de cair, Kaik foi novamente baleado pelo atirador.

Outras três pessoas estavam no estabelecimento no momento do ataque, mas não foram feridas.

Após o crime, os suspeitos tentaram fugir na motocicleta, que apresentou problemas para funcionar. Eles deixaram o local empurrando o veículo, posteriormente abandonado na Rua Braz Clementino Mendonça.

Kaik era investigado por uma tentativa de feminicídio e por ataques contra outras cinco pessoas, ocorridos em 2024, no mesmo bairro. A polícia apura se esses antecedentes possuem alguma relação com o assassinato.

Ataque em conveniência deixa um morto e outro ferido

Horas depois, já na madrugada de sábado, outro homicídio foi registrado no Jardim Noroeste, também em Campo Grande.

João Vitor Silva dos Santos, de 20 anos, foi assassinado a tiros na Rua Vaz de Caminha, nas proximidades de uma conveniência. O irmão dele, de 18 anos, também foi atingido, com um ferimento na perna, e encaminhado à Santa Casa.

Testemunhas relataram que um homem chegou em uma motocicleta Yamaha Fazer vermelha e disparou contra João Vitor. Pelo menos dez tiros teriam sido efetuados, dos quais três atingiram a vítima.

O autor fugiu após o ataque. A polícia trabalha para identificar o responsável e esclarecer as circunstâncias do crime.

Terceiro assassinato ocorreu em Maracaju

A sequência de mortes também atingiu Maracaju, onde um homem conhecido pelo apelido de Fumaça foi executado na noite de sexta-feira.

O crime aconteceu na Rua Benjamin Constant, na Vila Moreninha. A vítima foi surpreendida em via pública e atingida por disparos de arma de fogo.

Fumaça era apontado como possível integrante do Comando Vermelho. Entretanto, ainda não há confirmação de que o assassinato tenha sido cometido por membros de uma organização rival.

As circunstâncias do ataque e a identificação dos envolvidos permanecem sob investigação.

Mortes ocorrem em meio à ofensiva policial contra facções
Os três assassinatos foram registrados no mesmo dia em que uma operação das forças de segurança terminou com quatro suspeitos mortos em Sidrolândia.

A ação ocorreu na sexta-feira, durante uma operação conjunta do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar) e da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).

Segundo a versão policial, os suspeitos reagiram à abordagem com disparos de arma de fogo. Dois adolescentes e dois jovens de 19 anos foram baleados e morreram após serem encaminhados ao hospital.

O grupo era investigado por envolvimento em atentados e homicídios relacionados à disputa entre organizações criminosas em municípios como Sidrolândia, Maracaju e Rio Brilhante.

As investigações apontam que o conflito entre facções envolve o controle de territórios e rotas utilizadas pelo tráfico de drogas e armas, principalmente em cidades consideradas estratégicas para a circulação de produtos ilícitos.

A sequência de episódios evidencia a continuidade da violência armada no Estado, mesmo diante das operações policiais realizadas contra grupos suspeitos de participação em ataques e assassinatos.

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