Uma enfermeira de 26 anos foi presa suspeita de matar os próprios filhos, um menino de 5 anos e uma menina de apenas 1 ano, no norte do Paraná.
As crianças foram encontradas mortas dentro de um carro abandonado na rodovia PR-436, próximo à ponte sobre o Rio das Cinzas, entre os municípios de Itambaracá e Bandeirantes.
O caso ocorreu na quarta-feira (4). A mãe, identificada como Franciele Gawleta, foi localizada horas depois, na zona rural de Itambaracá, após moradores informarem à polícia que haviam visto uma mulher nas proximidades de um pesqueiro.
Segundo o delegado Denner Roque, a suspeita teria admitido informalmente aos policiais militares que asfixiou os filhos em Arapongas, cidade onde morava com as crianças.
Depois, teria colocado os corpos no veículo e percorrido aproximadamente 150 quilômetros até a região onde familiares poderiam encontrá-los.
Antes de ser localizada, Franciele enviou mensagens de áudio a parentes informando onde havia deixado o automóvel e pedindo que alguém fosse socorrer as crianças.
A Polícia Militar informou que, ao perceber a aproximação das viaturas, a mulher pulou em um córrego, mas acabou alcançada pelos agentes. Ela foi encaminhada à delegacia e presa em flagrante.
As investigações também apontam que Franciele teria saltado de uma ponte após abandonar o carro, mas sobreviveu ao ser levada pela correnteza até a margem do rio.
Disputa pela guarda é investigada
Uma das hipóteses analisadas pela Polícia Civil é a possível relação entre as mortes e uma disputa judicial pela guarda das crianças. O pai mora em Itambaracá, enquanto a mãe residia em Arapongas.
Até o momento, porém, não há confirmação de que o conflito familiar tenha motivado o crime. A polícia aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias das mortes.
Defesa contesta versão policial
A advogada Nádia Guaita Calixto Alves, responsável pela defesa da enfermeira, afirmou que sua cliente permaneceu em silêncio durante o interrogatório na Polícia Civil e considerou prematuras as conclusões divulgadas sobre o caso.
A defesa também denunciou possível abuso de autoridade em um vídeo no qual Franciele aparece algemada, dentro de uma viatura, sendo questionada por policiais sobre as mortes.
Durante a audiência de custódia, realizada na quinta-feira (5), a advogada informou à Justiça que a investigada possui histórico de depressão e internações anteriores. Os prontuários médicos deverão ser apresentados no processo.
Os corpos das crianças foram encaminhados à Polícia Científica para exames. A investigação prossegue para determinar a dinâmica e a motivação das mortes.
