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Morre aos 47 anos o jornalista do Poder 360, Conrado Corsalette

Autor de 'Uma crise chamada Brasil: a quebra da Nova República e a erupção da extrema direita' era secretário de redação adjunto do Poder 360 em SP e fundou o Nexo Jornal

Conjuntura Online
08/01/26 às 15h27
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O jornalista Conrado Corsalette (Foto: Reprodução)

Morreu nesta quinta-feira (8), aos 47 anos, o jornalista Conrado Corsalette. Ele era secretário de redação adjunto da sucursal paulistana do jornal digital Poder360. Também foi cofundador e editor-chefe do Nexo Jornal, onde trabalhou por 10 anos.

Diretor de redação do Poder 360, Fernando Rodrigues descreveu Corsalette como “um dos mais brilhantes jornalistas de sua geração”, “admirado e querido por todos”. “Um profissional que tinha grande perspicácia para entender o que era uma notícia e como fazer bom jornalismo profissional. Uma pessoa de caráter, era generoso com os mais jovens e demonstrava grande paixão pela profissão. Conversávamos com frequência. Esses diálogos eram uma fonte de inspiração para mim e para todos da redação que conviviam com ele. Estou triste com essa perda irreparável”, afirmou.

Nascido em Santo Anastácio, no interior paulista, em 5 de fevereiro de 1978, Corsalette se formou em jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, na capital, e passou pelas redações do Estado de S. Paulo, da Folha de S.Paulo e do extinto jornal Agora. Em 2023, lançou pela editora Fósforo o livro “Uma crise chamada Brasil: a quebra da Nova República e a erupção da extrema direita”. Segundo o site Metrópolis, ele trabalhava num novo livro, também sobre a política nacional.

Nas redes sociais, a jornalista Vera Magalhães lamentou a morte de Corsalette. “Não tá dando pra assimilar. Conrads, vai em paz, meu amigo. O que você deixou por aqui foi só amor e admiração. Que seguirão. Obrigada pela amizade, a música e as trocas”, escreveu a colunista do GLOBO nas redes sociais.

A jornalista Renata Lo Prete, âncora do “Jornal da Globo”, ressaltou que Corsalette “era um homem doce, afetuoso, solar, generoso nas palavras, nos gestos e nos sorrisos”. “Foi um ótimo jornalista e um extraordinário colega, ensinando todo dia que nosso ofício não precisa de malquerer nem de agressividade para ser bem feito, mas de humildade, humanismo e respeito aos fatos e às pessoas”, disse Lo Prete, que foi colega do jornalista na Folha de S.Paulo.

Corsalette deixa duas filhas, de 11 e 13 anos. Ainda não há informações sobre o velório. A causa da morte não foi divulgada. (Com O Globo)

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