A PGR (Procuradoria Geral da República) requereu o relatório da Polícia Federal sobre a citação ao ministro Dias Toffoli nas apurações do Banco Master.
A Polícia Federal não pediu a suspeição do ministro, apenas fez um relatório sobre os diálogos em que Dias Toffoli é citado. Nessas conversas fala-se de pagamentos ao Resort Tayayá, mas não ao ministro especificamente.
A PF fez um relatório direto sobre as citações e no fim do documento cita os artigos do regimento interno do STF (Supremo Tribunal Federal) em casos assim indicando que pode haver impedimento. Mas não pede impedimento.
Quem falou em suspeição foi o ministro Dias Toffoli em nota em que disse a PF não pode pedir sua suspeição porque não é uma das partes do processo.
A PGR havia dito que não haveria motivos para impedimentos, mas agora ela mesma requereu esse relatório da Polícia Federal.
Em conversas com interlocutores, como informou Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o ministro admite que recebeu pagamentos de dividendos do Maridt porque seria um dos donos. O Maridt teve uma participação no Resort Tayayá. O Estado de S.Paulo trouxe a mesma informação. Essa participação dos irmãos de Toffoli e aparentemente dele também foi vendida para a rede de fundos do Master na Reag.
O espantoso é com tudo isso que ele mesmo está admitindo, o ministro Dias Toffoli não se declare impedido de continuar na relatoria do caso Master. (Com Globo da Míriam Leitão/O Globo)
