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Por atuação em seu favor, Vorcaro pagava chefes de supervisão do BC 

Os dois funcionários foram alvo da ação de hoje da PF, na 3ª etapa da Operação Compliance Zero

Conjuntura Online
04/03/26 às 12h07
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Vorcaro: planejamento de ações violentas contra adversários (Foto: Reprodução)

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro mostram que o dono do Banco Master pagava ao chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC (Banco Central), Belline Santana, e o chefe-adjunto do setor, Paulo Sérgio Souza, para agir em seu favor na instituição.

Os dois foram alvo da ação de hoje da PF (Polícia Federal), na terceira etapa da Operação Compliance Zero.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator do caso Master, determinou que eles passem a usar tornozeleira eletrônica e sejam obrigados a ficar em casa à noite, além de serem suspensos das funções públicas, proibidos de frequentar o Banco Central e de ter contato com os outros investigados.

Também foram intimados a entregar os passaportes. Os dois já tinham sido afastados de suas funções no BC após uma auditoria interna.

De acordo com as investigações, os funcionários do BC revisavam documentos e davam orientações sobre reuniões e procedimentos diante da autarquia que regulava o Banco Master.

Na decisão do ministro André Mendonça, tornada pública na manhã desta quarta-feira, consta que os dois recebiam pagamentos por meio de empresas de consultoria.

No caso de Belline, a empresa era a Varajo Consultoria Empresarial Sociedade unipessoal LTDA, criada por assessores do próprio Vorcaro para enviar dinheiro ao chefe de supervisão do BC.

Numa das mensagens captadas no celular de Vorcaro, o cunhado e operador financeiro do banqueiro, Fabiano Zettel, pergunta: “Hoje tem que pagar a primeira do Belline, ok?”. Vorcaro responde: OK.

Em outra, o executivo organiza com Zettel uma viagem à Disney para Paulo Sérgio Souza. De acordo com a decisão, o banqueiro comenta com o cunhado que precisaria “arrumar guia pra essas pessoas". E, em seguida, "aciona pessoa específica para providenciar o serviço em questão".

Orientação e consultoria ilegais

A relação de Vorcaro com os chefes do BC era tão próxima que os três tinham um grupo de WhatsApp para "a discussão de estratégias relativas a temas de interesse do Banco Master", em que compartilhavam documentos, informações e pedidos de apoio.

De acordo com a decisão de Mendonça, Paulo Sérgio Souza ainda buscava "influenciar a análise de processos administrativos, fornecer informações sobre procedimentos em curso e indicar estratégias para contornar dificuldades regulatórias enfrentadas pela instituição financeira.

Em algumas situações, o investigado chegou a alertar previamente o controlador do Banco Master acerca de movimentações financeiras que haviam sido identificadas pelos sistemas de monitoramento da autarquia, permitindo que fossem adotadas medidas para mitigar questionamentos regulatórios." (Com Blog da Malu Gaspar/O Globo)

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