Os temporais que atingem a região Sul já provocam estragos em cerca de 150 municípios e deixaram milhares de moradores fora de casa.
De acordo com a Agência Brasil, o cenário mais crítico está no Rio Grande do Sul, onde aproximadamente 6 mil pessoas estão desalojadas e mais de 8 mil residências foram danificadas.
Desde sexta-feira (25), os gaúchos enfrentam uma sequência de chuvas intensas, vendavais, granizo, inundações e deslizamentos. Ao todo, foram contabilizadas 146 ocorrências em 128 municípios, além de danos em 73 prédios públicos.
A situação também mantém comunidades próximas aos rios Santa Maria e Taquari em alerta. Em Santiago, uma das cidades mais atingidas, cerca de 5 mil casas sofreram danos após uma forte chuva de granizo. O município concentra aproximadamente 6 mil desalojados.
Em Capão do Cipó, outras 500 residências precisam de reparos e 120 moradores tiveram de deixar suas casas.
Santa Catarina também acumula prejuízos. Desde domingo (27), 19 municípios foram atingidos e 2.077 residências registraram algum tipo de dano. O estado contabiliza 60 desalojados, mas não há registro de pessoas desabrigadas.
O número de municípios catarinenses em situação de emergência chegou a 11. Em Seara, o granizo atingiu 1.344 residências e 17 prédios públicos.
A instabilidade está associada também à formação de um ciclone extratropical no litoral do Uruguai, que favorece tempestades na região. O fenômeno pode continuar influenciando o tempo ao longo da semana.
Além dos estragos imediatos, as autoridades acompanham o fortalecimento do El Niño. Em Santa Catarina, o fenômeno passou a ser considerado de intensidade muito forte diante do aquecimento das águas do Pacífico Equatorial.
No Paraná, a previsão é de chuvas acima da média entre outubro e novembro, principalmente no centro-sul do estado. A orientação é para reforço dos planos de contingência e dos estoques de materiais destinados à assistência da população em caso de novos temporais.
