Um terremoto de magnitude 7 atingiu a região do Tibete, na China, nesta quinta-feira (22), deixando pelo menos duas pessoas feridas e provocando danos em construções.
O tremor assustou moradores, que abandonaram suas casas e buscaram abrigo em áreas abertas por medo de desabamentos.
O abalo ocorreu às 22h33, pelo horário local (11h33 em Brasília), com epicentro na região de Nagqu, aproximadamente 390 quilômetros a nordeste de Lhasa, capital tibetana.
Segundo o CENC (Centro de Redes Sismológicas da China), o terremoto foi registrado a uma profundidade de 10 quilômetros. Por ocorrer relativamente próximo da superfície, o fenômeno apresenta maior potencial de causar danos às edificações, especialmente em localidades com construções mais vulneráveis.
Informações divulgadas pela imprensa chinesa apontam rachaduras em imóveis, desabamentos de residências e interrupções nos serviços de eletricidade e telecomunicações em áreas atingidas.
Equipes de bombeiros e profissionais de resgate foram mobilizadas para avaliar os estragos, prestar assistência aos moradores e verificar a existência de pessoas presas sob escombros.
Após o tremor principal, a região registrou réplicas, incluindo abalos de magnitudes 5,2 e 5,0, conforme informações do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos). A sequência de movimentos sísmicos aumentou a preocupação com possíveis novos desabamentos.
A região atingida possui baixa densidade populacional, mas abriga comunidades espalhadas por áreas montanhosas de grande altitude. As condições geográficas dificultam o deslocamento das equipes de emergência e podem atrasar o levantamento completo dos prejuízos.
O Tibete está localizado em uma das zonas de maior atividade sísmica do planeta, onde o movimento da placa tectônica Indiana em direção à placa Eurasiática provoca intensa pressão sobre a crosta terrestre. Esse processo geológico também está relacionado à formação da Cordilheira do Himalaia.
A região possui um histórico de terremotos devastadores. Em janeiro de 2025, um forte abalo deixou pelo menos 126 mortos no Tibete. Em 2010, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província chinesa de Qinghai, provocando aproximadamente 2.700 mortes.
As autoridades chinesas continuam monitorando a atividade sísmica e avaliando os danos provocados pelo novo terremoto. O balanço de feridos e os prejuízos materiais ainda podem ser atualizados conforme as equipes de emergência alcançam as localidades mais afastadas. (Jovem Pan)
