Campo Grande perdeu 616 empresas ativas entre julho e setembro deste ano, segundo dados divulgados no domingo (18).
Apesar da redução recente, a Capital mantém uma base empresarial 44% maior que a registrada em março de 2020, com predominância de pequenos negócios.
O levantamento mostra que o número de empresas em atividade caiu de 149.147, em julho, para 148.531 em setembro, uma retração de aproximadamente 0,41%.
A variação foi atribuída principalmente à revisão de cadastros de microempreendedores individuais pela Receita Federal, incluindo a identificação de registros inativos e mudanças de enquadramento empresarial.
Os números constam no Boletim Econômico de setembro, elaborado pela Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável), com informações do DataSebrae e da Receita Federal.
Mesmo com a queda no período mais recente, os pequenos negócios continuam predominando na economia campo-grandense. Dos 148.531 registros ativos, 94,41% pertencem a microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.
Os MEIs (microempreendedores individuais) representam a maior parcela, com 78.372 registros. As microempresas somam 48.132 estabelecimentos, enquanto as empresas de pequeno porte contabilizam outros 13.718.
Serviços concentram quase 60% das empresas
O setor de serviços lidera a atividade empresarial de Campo Grande, reunindo 87.154 estabelecimentos, o equivalente a 58,68% do total.
Na sequência aparece o comércio, com 36.779 empresas e participação de 24,76%. A construção civil contabiliza 12.537 registros, seguida pela indústria, com 10.795, e pela agropecuária, com 1.239.
A concentração nos setores de serviços e comércio mostra o peso das atividades voltadas ao atendimento da população na estrutura empresarial da Capital.
Capital reúne quatro em cada dez empresas de MS
Campo Grande também concentra 41,29% das empresas ativas de Mato Grosso do Sul. Em setembro, o Estado contabilizava 359.758 registros empresariais.
Na comparação com março de 2020, quando a cidade possuía 103.129 empresas ativas, o crescimento acumulado chega a 44,02%, apesar da redução observada nos últimos dois meses analisados.
O boletim apresenta um retrato da quantidade e do perfil dos estabelecimentos registrados, mas os números, isoladamente, não permitem avaliar o faturamento, a geração de empregos ou a situação financeira dessas empresas.
