Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul | Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Municípios

De cursos a encomendas, economia criativa vira fonte de renda na Capital

Artesanato e produção de peças estão entre as alternativas encontradas por moradores para complementar ou criar uma nova fonte de renda

Conjuntura Online
01/10/26 às 11h19
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Economia criativa gera renda e transforma vidas na Capital. (Foto: PMCG)

A produção de peças artesanais virou fonte de renda para moradores de Campo Grande que apostam na economia criativa como alternativa para ganhar dinheiro.

Entre eles está Lucimar Costa, de 55 anos, que começou a produzir itens natalinos e hoje afirma já trabalhar com uma agenda de encomendas.

A dona de casa participou de aulas de economia criativa oferecidas pelo FAC (Fundo de Apoio à Comunidade).

Depois da capacitação, passou a comercializar bonecas, renas, Papais Noéis, coelhos e outros produtos confeccionados durante o aprendizado.

"O curso só me trouxe coisas boas. Empreendimento, eu tô fazendo dinheiro, eu agora tô conseguindo vender as minhas peças por um bom dinheiro, um bom valor. Eu estou vendendo as bonecas, a rena, o Papai Noel, o coelho. Na verdade, não tenho mais nenhuma peça, estou só com encomendas e estou aprendendo muito ainda", relata Lucimar.

As oficinas realizadas pelo FAC trabalham ainda com conceitos de economia circular, reaproveitamento de materiais, redução de resíduos e produção sustentável. A proposta é que o conhecimento adquirido possa ser utilizado tanto para consumo próprio quanto para geração de renda.

A presidente do FAC, Adir Diniz, afirma que a atividade precisa ser tratada também sob a perspectiva econômica, principalmente quando a produção artesanal deixa de ser apenas uma atividade doméstica e passa a ser comercializada.

"É importante cuidar do planeta, das pessoas, mas sempre atento à economia. O valor gerado por meio do produto feito através da economia criativa, o artesanato, por exemplo, precisa ser levado a sério", afirma.

O movimento observado na Capital está inserido em um mercado mais amplo. A economia criativa reúne atividades como artesanato, moda, design, audiovisual, música, gastronomia, publicidade e tecnologia. Dados divulgados pelo Sebrae apontam que o setor respondeu por 3,6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2023, movimentando cerca de R$ 393,3 bilhões.

O segmento empregava aproximadamente 7,4 milhões de trabalhadores no país naquele ano. Pequenos negócios têm participação relevante nesse mercado, que inclui desde produtores individuais e artesãos até empresas ligadas à tecnologia e à indústria cultural.

Em Campo Grande, além das capacitações, feiras de artesanato, gastronomia e cultura funcionam como espaços de comercialização para pequenos produtores. Para quem consegue transformar a produção em vendas, iniciativas desse tipo podem representar complemento da renda familiar ou mesmo uma nova atividade profissional.

Últimas em Municípios
VER TODAS AS NOTÍCIAS
Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul
Conjuntura Online - Copyright © 2004-2026. Todos os direitos reservados.