Uma decisão da Justiça colocou a Prefeitura de Campo Grande sob prazo para iniciar um processo administrativo que pode resultar em intervenção no transporte coletivo da cidade, operado pelo Consórcio Guaicurus.
A medida, segundo reportagem do G1, foi determinada após uma ação popular que apontou falhas na prestação do serviço, problemas na frota e indícios de irregularidades financeiras.
O município foi notificado no dia 7 de janeiro e tem 30 dias para dar início formal ao procedimento, o que na prática significa pouco mais de duas semanas restantes para cumprir a ordem judicial.
Em caso de descumprimento, a prefeitura está sujeita a multa diária de R$ 300 mil.
A decisão é reflexo direto da crise que atingiu o sistema no fim de 2025, quando motoristas entraram em greve por quase uma semana devido ao atraso no pagamento de salários e do 13º.
A paralisação deixou mais de 100 mil usuários sem transporte e só foi encerrada após negociações e aporte financeiro do Governo do Estado.
A Justiça determinou que a prefeitura e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) abram um procedimento administrativo, indiquem um responsável pelo acompanhamento e apresentem um plano de ação. A comissão que será formada terá entre 90 e 120 dias para analisar o cumprimento do contrato pelo consórcio.
Ao final desse período, caberá ao município decidir se mantém o modelo atual ou se adota alguma forma de intervenção no sistema de transporte público da capital.
