Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul | Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Municípios

Especialistas reforçam ações contra mortalidade materna e infantil

Cerca de 700 mulheres morrem todos os dias no mundo por complicações ligadas à gravidez e ao parto

Conjuntura Online
27/02/26 às 05h08
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Reunião ampliada debateu estratégias para reduzir a mortalidade em MS. (Foto: Reprodução)

A discussão sobre a mortalidade materna e infantil em Mato Grosso do Sul ganhou novos encaminhamentos após a realização da 1ª Reunião Ampliada de 2026, promovida na quinta-feira (26), em Campo Grande.

O encontro reuniu profissionais de saúde, gestores e integrantes do Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal para avaliar indicadores recentes e definir estratégias de enfrentamento.

O debate ocorreu em meio a um cenário preocupante. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que cerca de 700 mulheres morrem diariamente no mundo por complicações relacionadas à gestação e ao parto.

No Brasil, a maioria desses óbitos é considerada evitável. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 92% das mortes maternas e infantis poderiam ser prevenidas com assistência adequada.

Durante a reunião, foram apresentados panoramas atualizados da mortalidade em Campo Grande e no Estado, além de análises sobre o papel da Atenção Primária e das redes hospitalares na redução de riscos.

Entre as principais causas de morte materna ainda figuram pré-eclâmpsia, hemorragias e infecções. Já entre os recém-nascidos, predominam prematuridade, complicações associadas a doenças maternas e sepse.

 Avaliação detalhada 

Os especialistas destacaram que fatores como início tardio do pré-natal, dificuldade no planejamento reprodutivo e baixa adesão às consultas seguem impactando os indicadores.

A avaliação detalhada de cada caso, segundo o Comitê, é fundamental para orientar ajustes na rede de atendimento e aprimorar políticas públicas.

Apesar dos desafios, alguns dados sinalizam avanço. Em 2025, Campo Grande registrou a menor taxa de gravidez na adolescência da última década, com 9,58% dos nascidos vivos sendo de mães entre 10 e 19 anos. O resultado é atribuído à ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração e ao fortalecimento do pré-natal na rede municipal.

Criado em 2001, o Comitê integra estratégia recomendada pela OMS e pelo Ministério da Saúde para qualificar a assistência obstétrica e neonatal.

Ao final do encontro, a meta foi reafirmada: transformar estatísticas em ações concretas capazes de reduzir mortes evitáveis e garantir mais segurança para mães e bebês no Estado.

Últimas em Municípios
VER TODAS AS NOTÍCIAS
Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul
Conjuntura Online - Copyright © 2004-2026. Todos os direitos reservados.